segunda-feira, 5 de maio de 2008

Outro nome...

Por que baseamos nossas vidas em momentos?
Por que dividimos a vida em fases e damos a cada uma um nome de pessoa?
Tenho momentos e momentos.
Às vezes acredito ter passado de um minuto para o outro. Outras vezes a sensação de que voltei para o minuto anterior é nítida.
É como quando eu suspiro... meio que tentando inspirar a solução.
Todas as soluções misturadas, diluídas, flutuando no ar.
Não é uma resposta que eu procuro.
Eu procuro as perguntas certas. Eu procuro algo tão surreal que não consigo pensar em uma forma ou cor.
Mas está tudo ali, no meio.
Tudo, tudo, tudo.
Tudo...
Tudo!
Ao mesmo tempo.
Em uma só imagem.
Em mil sons.
Em nenhuma cor.
Por que não conseguimos conviver com esse “dentro”?
Por que tentamos pintar os pensamentos de uma cor mais agradável aos “olhos”?
Por que agora?
Porque depois?
Porque não junto?
Por que não separado?
Eu estou aqui, mas não estou.
Ao mesmo tempo, o que mais me atrai e mais me assusta: imprevisibilidade.
É assim que foi... e como será?
Parece que nunca vou saber. O futuro é sempre amanhã. Ele nunca chega... eu me esqueço de que eu só sei viver o presente.
Aqui vou eu, suspirar de novo.
É o meu ascendente tentando agir... signo de fogo com ascendente de terra. É a drama Queen tentando botar a vida na balança... que frustração.

Acho que o legal é quando podemos chamar uma das fases com o nosso próprio nome.
Já tive algumas fases de Paula.
Mas parece ironia. Vivo em fases com nomes tão variados que me canso e saio procurando uma fase Paula na marra. Depois de alguns meses de Paula, me canso de mim mesma... saio procurando outros nomes variados.
Ou não tão variados assim.

Já me cansei de dar nomes às coisas.
Me cansei de ter que calcular onde as águas vão desaguar.
De tentar botar razão na minha vida/mente conturbada.
Mas sem isso, não me resta muita coisa. Apenas o fato seco, sem acabamento algum.
Que não deixa de ter a sua beleza... mas ainda incompleto.
É com ele que eu ainda preciso aprender a conviver... com o seco.
Lá vou eu de novo... tentando inspirar o acabamento num suspiro...

Querendo ou não...
Gostando ou não.
Esperando ou não.
Desejando ou não.
Percebendo ou não...
As coisas sempre mudam.



►Foi Allan quem matou Bárbara... barbaramente! (música de suspense)