quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Niilismo miguxo... ou será que não?

Presa em uma espécie de situação não-sei-que-merda-faço-agora. Encurralada entre uma série de medos e inseguranças e vontades e dúvidas sobre as tais vontades. Afinal, o que seria a vida se não isso aí? Mas a ironia é uma beleza...

É algo que estava discutindo com uma amiga hoje mais cedo. Não existe um universo inteligente, com intencionalidade que planeja coisas ou que sequer se vinga ou demonstra carinho para com alguém (sim, estou falando que deus não existe... mas isso é só uma herege qualquer expressando suas opiniões altamente irrelevantes... why bother?) . bem, sou adepta do acaso. E sou adepta de algo bem grande... tão grande que não conseguimos conceber. Se algum dia conseguirmos tal proeza, já diria Douglas Adams, o universo será automaticamente substituído por algo ainda mais grandioso e complexo.

Mas eis aí meu argumento. Se é intencional ou ocasional, não faz a menor diferença. O fato é que passo anos em busca de algo que, quando encontro, quase que instantaneamente (se formos fazer uma comparação de dias com a idade do universo, digo) puff... não, não o ursinho... o barulho que algo faz quando implode no ar. Puff... já era. Ou será que já? Ainda estou esperando. Em comparação com a idade do universo, o que é esperar alguns dias, não é? Mas não me peça para esperar mais que alguns... também não sou paciente assim. E vamos encarar os fatos, não gosto e não sei como lidar com a frustração dos desejos até bem conscientes...

Hoje estou me sentindo num clima meio revolts ironizado. Pelo menos a energia vital está em alta. Nada como falar mal de algo que te incomoda em alto e bom tom. Também nada como amigos... não aqueles que riem com você... aqueles também, mas mais importante ainda, aqueles que riem de você quando você está na merda e que, por alguma razão oculta e mística inacessível até a deus, seja lá quem esse tal de deus seja, você ainda o ama e pode chegar a amá-lo ainda mais por justamente.... isso... tudo isso sabe? Essa coisa toda que estamos fazendo aqui nessa dimensão espacial física onde energias colidem e se atraem e disso extraímos sensações subjetivas bem... humanas...

É, quarta-feira é um bom dia.


►Broxante...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Já acabou?

Às vezes eu sinto muito, mas sou convencional, tenho planos clichês, sou apegada às coisas, me envolvo com as pessoas e eventos da minha vida de forma retorcida, tenho expectativas, sou dramática, me desespero, como demais, sou vagabunda quando o assunto não me interessa, cobro demais de mim mesma, sou exibida naquilo que penso ser minha qualidade apenas para ganhar elogios, me acho inteligente demais, deixo planos de lado, não tenho coragem para fazer o que realmente quero.

Em um momento de hipotética frustração, vejo todas essas coisas aflorando ao mesmo tempo. Algo mais que tenho é o péssimo hábito de investir esperanças demais em minhas fantasias. É tanta fuga da realidade que ela me desestabiliza.

Tem dias em que tenho pressa. Quero tudo para antes de ontem. Vivo demais na expectativa do futuro.

É difícil quando percebo que não vivo o que eu acredito. Que sou torta, que defendo na fala algo que não demonstro na ação. E se fosse fácil, acho que nem esse blog existiria. Eu provavelmente não seria quem eu sou.

Fico me perguntando então, quem seria eu? Se eu tivesse passado na prova do CEFET quando tinha 14 anos... se não tivesse me paralisado pelo medo quando me apaixonei pela primeira vez, se tivesse dito sim naquele dia... se não tivesse trocado de vida em primeiro lugar.

Quando eu era bem pequena (eu não me lembro disso, tinha apenas três anos de idade, mas minha mãe me conta essa estória desde quando posso me lembrar), num belo dia de sei lá qual estação, eu estava brincando pelo terreiro quando minha mãe me perguntou “Paula, por que você demorou tanto para vir?” (desde que meu irmão tinha nascido, meus pais tentaram engravidar por cinco anos até eu finalmente aparecer). E eu respondi com aquela típica expressão de tédio das crianças, como que dizendo “que pergunta idiota...”: “é porque antes de vir eu fui para outra mãe, mas não deu certo. Só que agora não vou mais trocar de mãe.”

Essa estória é uma das coisas que sempre colocaram minhoquinhas na minha cabeça.

Estou falando livremente... sem saber onde vou chegar. É mais ou menos assim que levo as coisas. Acho que estou sempre improvisando, mas esse não é o problema. Não faço isso sem sempre me preocupar com as terríveis conseqüências de não ter um plano. De não já estar no meu caminho. Acho que eu deveria levar a vida mais como levo um desenho. Ou como levo um texto. No futuro é quando posso realmente observar a beleza daquele momento.

Mas por que não posso ir além? Por que não posso apreciar a beleza enquanto estou vivendo nela, dela... ela?


Algo que escrevi em um momento que passou:

"Muito bom estar aqui com você. Ali vai a nuvem que nos trouxe a existir. Ali vai o sol. Ali se vai noite afora adentrando meu cansaço. A luz se faz em relâmpago agora. Agora tudo é som. Esqueci de flutuar por alguns anos, mas agora, tudo é bom. A vida me enganou quando me encarnou. Não sou de carne e osso, sou de gente, sou de cor. Somos mais um espaço em calor. O que nos torna dois, já não sei. Sei que não somos ao outro o que o outro espera. Não somos a nós mesmos espera do outro. Somos dois. E a luz que vem põe um fim ao intervalo que criamos. Acabou o recreio. Chegou o dia que vem. E parece que o mundo voltou ao normal. Te vejo no próximo hiato. Até lá, guardo palavras."



►E agora? De volta ao zero?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

We may... or may not...

It’s been a while.

Since I became mortal, since the world came to be.

Since I’ve been in love. Since things were so damn complicated.

Now I see myself sitting, waiting. For something exciting. But somehow I feel like the excitement is actually on the waiting.

Now I start having these thoughts.

Growing is kinda hard.

But in some way, I enjoy this. Being uncertain. Expecting. Taking a chance at something.

It’s been a while now…

Could you come? Have a sit or whatever… I’d sure like the company. Or maybe I want more than that. But what do I actually want here?

I feel connected somehow. I feel something else.

I want to… I don’t know, have… be… see… know.

Are you still with me?

At all?

Could you just… verb?

Being alive is a lonely condition. We lonely stay together... it’s all part of existence, anyway.

Headache today…

Sometimes I just don’t want to make sense. I don’t always have to connect the strings!

And for now, I’m happy not being anyone.

I could say I’m a feeling… that something may… or may not… happen today!



►Do I sound like a crazy person to you...? oh well... things are the way they are!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Apenas sinto

O todo é maior que a soma das partes.

Eu sinto saudades,

E falta.

Como juntar um mais um para formar uma pessoa?

Medo... de que tudo acabe em zero. Fujo do nada como de algo concreto.

Quero que me ames de vez em quando. Não precisa ser o tempo todo.

Poderia fazer tudo tão melhor...

Tenho vontade de gritar ao mundo, do mundo, pelo mundo, como mundo... sem ele.

Quero ser mais, mas não sou algo todo, algo tudo.

Há emoções flutuando ao meu redor.

Não tenho fronteiras. Convido-te a entrar quando não te quero dentro.

E quando quero... já não sei como convidar.

Queria a mim antes de tudo. Queria ser o espelho de mim mesma.

Conceitos...

Para que me provar digna?

.......................

Olha! Adoro aquele ator!



►pandemônio...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Quem sabe....

Atualizar é como pegar algo que sempre esteve ali e olhar de um jeito diferente. Acho que é isso que sempre fiz. Acaba que sou sempre a mesma diferentemente sendo.

Há tempos não sentia essa quase insegurança... o que estou dizendo? Total insegurança! Esse friozinho na barriga. Algo como expectativa.

É claro que a vida continuar uma chatice total! Se assim não fosse, não seria. Digo pela rotina: algo forçado em nós e que não faz o menor sentido, com o qual perdemos a humanidade, mas sem o qual perdemos a condição de sermos humanos uns para com os outros. Algo como segurança.

Apesar de pensar sobre as coisas e tentar escrever sobre os pensamentos, acabo descobrindo de vez em quando que não penso no essencial. Não atribuo sentido a essa cascata de fatos. Acho que fenomenologiso pouco os meus dias.

O sono se foi... as coisas estão dando certo demais para eu dormir. Amanhã, obviamente, as coisas darão muito errado como conseqüência desse fato, mas.... a vida é assim. E quanto menos rotina, mais e menos humana me torno... lembre-se sempre que quanto mais queijo, menos queijo!


►And now....?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Desabafo

Como será não ter nada? Livros para ler, pessoas para brigar, lugares e responsabilidades... como será não ter nem o que lembrar? Ultimamente tenho estado num estado gradativo de estresse. Tem as causas clássicas: trabalho, decisões, faculdade, os meus desafios psicológicos de sempre... mas o que mai tem comido a minha energia é a situação que me envolve em casa. Minha avó tem Alzheimer e chegou a um estado muito avançado. Atualmente ela não quer mais comer, tomar banho, tomar os remédios, beber líquido, ou sequer se levantar da cama. Se deixássemos ela de lado, ela entrava em estado vegetativo. Mas nos continuamos tentando. E cada vez que tentamos dar banho, comida, água ou remédio, ela começa a gritar, chorar e a bater na gente. Outro dia ela tentou me morder quando segurei o braço dela para não me bater. Depois ainda se surpreendem quando me vêem chorando quando isso acontece. É impossível separar isso tudo das lembranças de tudo que vivi com ela antes de ela desenvolver a doença. Ainda temos que lidar com o meu avô que não apenas é um idoso sistemático e digamos bem chato, acredita fielmente que essas coisas que ela faz é resquício da implicância e marcação que ela teve com ele durante toda a vida deles. A situação toda é um bolo de sensações e mágoas e medos e raivas... Mas enfim... Nós continuamos tentando...

E eu me pergunto às vezes... não é algo bonito ou confortável de se perguntar, mas para que continuar tentando, se nada mais gera resultado positivo? Não tem mais jeito...

Isso se chama exaustão... estamos todos nos esforçando além do que achávamos que era nossa capacidade, tendo que lidar com o impossível todos os dias, sentindo impotência e pessimismo e tudo por algo que não vai se curar.

Imagino que muita gente passa por esse tipo de coisa. E uma coisa é certa: cuidar de alguém com Alzheimer não é fácil!

Enfim... como mais vou conseguir passar por isso com sanidade se não desabafar, não é?


►onomatopéias....

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Little more Phoebe...

Como é que você faz quando começa a sentir preguiça da terapia? E isso é realmente uma pergunta que me intriga. Eu não sei como se faz!

Agora estou finalmente de férias (se é que posso chamar de férias os efêmeros 12 dias que a vida me concedeu para poder ter a chance de me estressar dentro de casa...). Mas também não vou reclamar demais. Nesses dias de “férias” já pude ir a São Paulo e descobrir que eu estava vivendo em uma vida sem graça até conhecer São Paulo. Moraria por lá sem que precisassem me pedir a segunda vez! Também reencontrei uma amiga minha de infância, que já não via há três anos e atualmente está morando em São Paulo... uma boa idéia que nasceu disso tudo foi realmente ir para lá e dividir um apartamento com ela... mas do jeito que as coisas estão, nem tão cedo!

Estive tentando ler nesses dias folgados. Mas eu ainda não desenvolvi a habilidade de ler um livro em uma hora. Se fosse assim, aí sim conseguiria eliminar toda a minha pilha de livros a serem lidos antes de voltar à rotina louca de sempre. Uma vez minha irmã disse algo que traduz muito bem esse pensamento: meu sonho é poder ler os livros na mesma velocidade em que os compro!

Estou em um clima de preguiça generalizada... finalmente podendo me levantar depois das dez da manhã!

Essa semana me deparei com aquela famosa situação aproveite-as-oportunidades-que-te-aparecem. E resolvi apostar em algo que pode ou não me dar muito dinheiro. Tudo vai depender de eu superar mais um dos meus bloqueios bobões... na verdade todos se reduzem a um só: limite. Saber estabelecer limite ao outro, ou em outras palavras, desenhar uma fronteira ao meu redor e me manter firme nela. Sempre foi tão fácil para as pessoas penetrarem o que quer que seja isso que estou metaforizando como uma fronteira...

Percebi que adoro usar reticências...

Como será a minha vida daqui um ano... ou dez? eu gosto de acreditar que ela é tão imprevisível quanto pode ser. E até agora ela tem mesmo sido. Mas sabe aquele sentimento de “eu poderia ser um pouquinho mais Phoebe”? Mas dispenso o cuspe de um cafetão, ou dar a luz aos filhos do meu irmão... rimou.

Texto verborrágico, não? Algo como uma memorável comunidade do C!: Mudo de assunto, gosto de azul

Ah e como poderia me esquecer de divulgar uma coisa magnífica que descobri recentemente? Bo Burnham! O mundo deveria conhecer esse moleque! Ele tem 18 anos de idade e é um comediante americano. Escreve músicas com letras “offencive”! Uma das melhores músicas:




Então vamos lá... hoje, em plenas férias, tenho que ir ao hospital para terminar de corrigir testes que vagabundamente não corrigi antes. Pelo menos esse fim de semana pode ser bem divertido... ou como diria o Cosmo: “Oooou será que nããão?”



►Love is all about whistles!