terça-feira, 11 de maio de 2010

CYHBG (Control Your Headless Body Guide)

A vida de um simples e mundano neurótico histérico é cheia das minúcias. É muito difícil. Quase tudo é muito difícil e é muito difícil não dificultar quase tudo. As palavras que entram pelos ouvidos quase nunca são as que saíram da boca de quem falou. Aquelas frases amedrontadoras ficam se repetindo na mente como se fossem irrevogavelmente verdades. Uma coisinha acontece na segunda feira às sete da manhã e na sexta ainda se está remoendo o fato como se pensar sobre ele pudesse ajudar a mudar a realidade. A pessoa faz o seu melhor, mas ele sempre acarreta naquilo que é mais terrível e difícil de se lidar. Ah, e a beleza e harmonia emocional das coisas conta muito mais que qualquer ordem racional! Enfim, é um mundo complexo onde nunca se está feliz completamente, mas estar triste também é meio difícil de aceitar, então fica-se numa espécie de limbo, inerte no tempo e observando o mundo com muita esperança de que ele não o ferrará mais uma vez. Mas ele ferra. O furo da história é que não é o mundo ferrando... são as conseqüências muito ruins de se levar a situação da forma como se pensa que pode (sintomaticamente).

Eu estou aqui com o coração na mão, me culpando por algo que não fiz, com medo de que ela pense de mim algo que não é verdade e ao mesmo tempo já com pesar antecipado por perder um objeto de afeto meu que está com os dias contados. Um não, três.

Aí me lembro daquela frase do Sartre, na qual eu deveria me apoiar em uma freqüência muito maior do que a que eu na verdade faço: “não é o que o mundo fez de você, mas o que você faz do que o mundo fez de você”.

Isso tudo é coisa demais para eu ter que lidar de uma vez! E ainda por cima tenho que manter meu teatrinho de pessoa tranqüila para alunos e colegas que, bem... lets face it, você não chega na faculdade e cumprimenta colegas com quem não tem muita intimidade com a cara inchada, vermelha e molhada de choro compulsivo. Nessas situações você fica em casa, isolado do mundo (o exato lugar que eu estava tentando evitar hoje... então para onde mais iria, se não onde meus amigos mais próximos poderiam estar?).

Sinto-me uma boba agora. Mas isso é a histeria falando. Sinto também uma mistura muito pesada de sentimentos. Não sei mais se estou com raiva, triste, arrependida (de que?), com medo, ansiosa para fazer alguma coisa, paralisada, carente... definitivamente carente! E triste....sim, triste!

►Tm tm tm tmtmtmtm tm tm tmtmtm.. txtx tx txtx.. shwshwshw... só assim mesmo...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pronome

Meu corpo tem limites, ele acaba onde não há mais eu. Eu estou por aí, em todos os cantos. Meu corpo, mesmo assim, ainda é meu limite. Costumo pensar que sou menos quando meu corpo e suas funções são menores, em comparação com uma média de uma população maior que trinta para que se obtenha uma curva normal. Na verdade sou o que faço de meu ser. Eu sou um corpo que não salta, não tem força, não venceria uma luta contra uma tiazona, corre, mas perde o fôlego, come e acumula o que comeu em lugares esteticamente mal vistos pela mídia. Mas apesar das tendências de minhas heurísticas ingênuas, eu não sou o que já fiz, onde já estive ou a minha aparência. Eu sou eu. Sem nome, sem cor, sem atributos descritíveis por terceiros. Eu sou essas palavras que se seguem em uma ordem quase lógica. Afinal, a linguagem é o que nos carrega e nos corta. Parece que a linguagem é tudo. Gostaria até de me saber ser em várias outras linguagens. Tem também as paixões. Essas sim podem chegar perto de quem eu sou. Ou, como a Claudia diria, quem eu estou sendo. Eu sou mais um eco de freqüências sonoras caóticas e assimétricas. Eu sou também a representação copiada de uma idéia que ninguém teve. Se deus existisse, ele seria essa idéia. Eis o porque de seu vazio. Eis o porque de meu vazio. Eu não sou absolutamente nada. Se eu morrer amanhã, provavelmente não vou morrer feliz ou realizada. Mas o que é que quero realizar? Quando penso me vêm lugares que eu nunca vi, reações viscerais que nunca experimentei. Idéias que tenho de coisas que me contaram. A experiência de não ser eu limitada ao meu corpo. Também não morreria feliz graças ao medo que tenho da morte. Mas como eu poderia saber disso depois de morrer? Tenho medo de que eu seja apenas uma rede de conexões neurais que provocam sensações sinestésicas que me dão a impressão de estar tendo impressões das coisas. Não sei o que me mantém transmitindo sinais eletroquímicos, ou o que iniciou isso tudo. Não sei, principalmente, se algo restará do mundo quando esse ciclo tiver um fim. Não sei imaginar um mundo onde eu não imagine. Pois imaginar é uma reprodução, uma projeção na parede da mente de coisas que eu senti ou sinto ou antecipo. O que é a minha mente? Quer saber? Por que parei de estudar isso? Esse é obviamente o meu maior interesse já revelado. Algo que diz de algo que eu seria se algo eu fosse. Como disse o filósofo terapeuta corporal reichiano que acabo de ouvir falar: vai tentar escrever poesia... vá escrever poesia! Mas deixe-se possuir por isso! Será que sou o que me possui. Será que possuo o que sou? Eu participo da minha ação como se desempenhando um papel. No final das contas, o que seria eu se não essa própria pergunta? (leia a ultima frase novamente)

►Este foi um surto de inspiração. Tudo começou com o DVD que meu psicólogo me passou de para casa. Logo estava postando frases de efeito para a posteridade no twitter. Percebi que era hora para um bom momento eu – teclado.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Bitolada

Uma coisa aprendida sobre mim: eu sou de me bitolar esporadicamente! Quem sabe seja devido a isso que eu decoro filmes inteiros e ainda sei recitar cenas completas de Monty Python and The Holy Grail com quase seis meses sem assistir o bendito filme. Atualmente estou bitolada em Franz Ferdinand. Deve ser por raiva de não ter ido a nenhum dos quatro shows que eles deram aqui no Brasil (o último foi ontem em São Paulo). Por dois motivos: não posso ignorar o trabalho e não consegui substituição e, o mais significativo, eu não tenho dinheiro para viajar! Ei até fiz as contas para ir no show do Rio na sexta, mas realmente não ia ter condições financeiras e no sábado ia ter que estar aqui inteira e bonita para dar aula às nove da manhã. Meu consolo é que eles aparentemente adoram esse país de fim de mundo aqui e não devem demorar muito para voltar. Se eu tiver sorte, quem sabe antes disso vou ter a chance de ver eles lá na Inglaterra/ qualquer lugar no Reino Unido.

Hoje tem supervisão da Claudia (treme). Essa mulher é um capeta vilarinho, já diria minha irmã. Sou fã dela!

Estou decorando o meu quarto novo. Finalmente privacidade total e um espaço que é somente e apenas MEU! Acho que ele vai ter um clima meio florestal going on... haha

Lendo um livro muito legal: The Time Travellers Wife. O que inspirou aquele filme meio cheesy. O livro é muito melhor, sem comparação. Acho que gosto tanto desse livro porque ele é incrivelmente confuso. E de forma alguma ele é meloso. Ao contrário do filme, o livro se debruça mais sobre a questão filosófica da vida louca do cara do que no romance entre ele a mulher.

Assisti Shutter Island e achei FENOMENAL! Direção, roteiro, atuações e tudo mais! Êita filme do Carlisle! Também vi Remember Me, que tem uma estória bem legal, gostei mesmo, mas como sempre, não se pode esperar grandes coisas da atuação de Robert Pattison...

No trabalho está tudo tão cansativo como sempre esteve. Mas tenho feitos amizades bacanas lá, com esse pessoal novo que começou a trabalhar lá nesse semestre! A Meghie é uma descoberta! Pessoa ótima com um ÓTIMO gosto musical (e uma capacidade incrível de me fazer inveja quando me contou que conheceu os caras do Franz Ferdinand pessoalmente ¬¬).

Eu comigo mesma... well... não muito a dizer, porque não muito tem acontecido. Acho que tenho fugido desse assunto. Meu clima terapêutico está em baixa nesse ultimo mês.



►Of everything I feel, I feel we’ve already been here...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Dia ruim...

(Foto: Doug, meu novo filhote de Golden Retriever que odeia ESQUILO)






Uma coisa é não fazer alguma coisa ou apenas sentar e ficar esperando o tempo passar por ter medo de não ser capaz. Outra completamente diferente é ter que ficar de pé enquanto te provam que você realmente não é capaz e manter a poker face.

Hoje me provaram de verias formas que eu não sei o que estou fazendo e eu vi como é frágil isso tudo. As minhas escolhas e tals. Ao contrário do que já ouvi antes de pessoas que são suspeitas para falar, eu não sou assim tão boa em tudo que eu tento.

Depois da aula da Claudia eu comentei com o Igorinho: eu queria estar no ponto em que a Claudia está agora. Eu sei que ela também já sentiu essa insegurança e já também não soube como lidar com uma situação dessas (para melhor esclarecer: a Claudia, minha orientadora de estágio, pede para que nós simulemos na frente da turma uma situação de primeira sessão de terapia para depois refletirmos sobre o que está certo, errado, bacana e horrível na forma como lidamos com a situação).

Enfim, sobre as minhas inseguranças confirmadas hoje sobre ser psicóloga e se eu estou preparada para isso ou não (e pelo jeito é não), eu sei que é algo que eu posso trabalhar agora que eu sei no que não tenho segurança e como fazer para tê-la... mas chega a noite e me vêm os problemas de disciplina dos alunos e problemas e mais problemas. No fim das contas a mãe de uma aluna foi reclamar no Greenwich querendo conversar comigo para pedir satisfação sobre o que aconteceu. Não tiro razão da mãe... essas coisas acontecem. Mas não deixo de pensar que eu poderia ter evitado isso se eu não fosse tão mole. Eu não consigo ter autoridade. Nem quando se trata de mim mesma e da minha própria vida, como é que vou ter autoridade diante de um bando de adolescentes doidos para me desafiar?

Sai do trabalho derrubada, triste... sem vontade mais de voltar lá. Dor de cabeça... de mau humor.

É uma ironia escutar os casos na supervisão... por que o mundo está a fim de falar de mim ultimamente?

Já tem duas semanas que não vou na terapia. O resultado disso, mais um dia deveras difícil de aturar: acabei chorando lá no Greenwich depois da aula. Deixei a Taty e a Ju preocupadas quando me viram assim. A Taty foi fofíssima comigo, by the way, tentando me acalmar e tudo.

Ai ai.... esse texto vai sem boas perspectivas. Vou para a cama hoje num clima sombrio de “não quero mais um dia para ter que resolver”. Eu quero mergulhar no meu livro e nunca mais sair dele. Eu quero ser o Doug.



►Boa noite para quem vai ter uma...

sábado, 6 de março de 2010

Minhas "espiritualidades", ou algum esboço disso.



(Foto: Amanda Palmer. A mulher por quem eu me apaixonaria)


Tem algumas pessoas bem fofinhas na minha vida. Que dá vontade de abraçar, botar num potinho e alimentar com algodão doce. A Florzinha é uma delas. Outra é a Amanda. Sim, a Amanda Palmer. Depois que fiz um Twitter e estou seguindo ela tenho uma sensação tão estranha de que ela é uma pessoa de verdade...

Parece idiota isso que disse, mas o estranho mesmo é a impressão que tenho de que as pessoas não existem de verdade. Isso vem das minhas crises existenciais provocadas por ler O Mundo de Sofia quando tinha quinze anos. Durante bastante tempo tive sérias dúvidas sobre a existência de pessoas, das coisas que eu via todo dia, do tempo... de mim mesma. Mas eu tive alguns momentos bem cartesianos e fui obrigada a concordar que, pelo menos em matéria de consciência, eu existo. Tudo se complicou mais ainda quando eu “cresci” e fui estudar psicologia.

Daí hoje, enquanto esperava meus alunos chegarem para começarmos a aula, eu estava conversando com a Soraia, faxineira do Greenwich, e não sei por que eu sempre acabo chegando em assuntos religiosos nessas situações. Mais estranho ainda devido ao fato de eu tentar ao Maximo evitar esse tipo de conversa uma vez que as pessoas quase entram em choque quando ficam sabendo que eu não tenho religião, tão pouco acredito na existência (ou não existência) de deus. Enfim, nessa conversa acabei descobrindo que ela é cardecista e eu achei isso bem bacana, porque se eu algum dia fosse acreditar em alguma coisa, eu ia gostar muito de ser capaz de acreditar no espiritismo. Foi esse pensamento, justamente, que me fez sentir um frio na barriga. E se não existir nada de espírito ou sei lá?

Foi quando ela me perguntou se eu já tomei uma anestesia geral. Diz ela “se morrer for assim, então tá ótimo porque a gente não sente nada”. E eu fui obrigada a pensar que morrer deve ser assim mesmo! Quando sua consciência é apagada. Se faltar oxigênio no cérebro, o que acontece? Você desmaia. E a sensação é bem parecida. NADA. Você acorda depois como se não houvesse tempo. É esse nada que me dá vertigem. E se a minha consciência for simplesmente um padrão de conexões cerebrais que me fazem crer que sou quem sou e quando meu cérebro morrer então não vai haver mais nada... nem tempo..............................

Eu sempre chego nesse ponto. E é nele que eu paro. É por isso que eu tenho medo de morrer. Porque eu não sei ter religião ou fé. Eu só sei imaginar possibilidades.

Mas então eu percebi que eu tenho, não fé, mas esperança. De que essa estória toda de espírito seja verdade mesmo.

Nossa... comecei pensando nas pessoas fofinhas, na Flor e na Amanda... acabei chegando em revoluções espirituais.

Será que eu estou caminhando? Será que dá pra perceber de fora? Eu sei que minha vida mudou, mas como já diria a própria Amanda em “Good Day”: “I’d like to do more than survive, I’de like to rub it in your face.”



►And I’ve got some faces to rub it in, for sure!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pululantemente


Placebo vai se apresentar em BH no Chevrolet Hall dia 16 de abril! Agora me pergunta se eu vou? Quase morri de taquicardia quando fiquei sabendo. Tive que sair pulando pela casa para dar vazão à empolgação. Eu vou realizar um sonho de quatro anos de idade já! Assim que os ingressos estiverem à venda, o meu já estará em mãos!
Estou experimentando alguns sentimentos bastante adolescentes! De muitas formas, é bastante empolgante. Acredito que haja alguma adrenalina envolvida nisso tudo. Mas, apesar do rótulo de adolescente que acabei de colocar no sentimento, não ligo muito...
Estou sim é achando muito absurdo como eu ainda consigo refletir sobre isso. Mas vamos dar um crédito: eu já passei por isso antes e sei como é a coisa. Mesmo assim ainda é um pouco estranho perceber que seus ídolos, aquelas pessoas que você coloca em um pedestal eterno, são na verdade pessoas que fazem merda e amadurecem com o tempo. Hoje vi um bando de fãs menininhas adolescentes darem chilique porque Matt Bellamy fuma e isso é feio e vai estragar sua linda voz e é ridículo e que elas estavam muito desapontadas com ele... ah come on! Ele é gente como a gente! E isso, isso dá pra fazer!
Essa é uma época desleixada da minha vida. Digo, essas férias foram. Semana que vem as aulas começam novamente, mas ainda não me sinto no clima de voltar a me dedicar ás coisas. Acho que é porque voltei a me sentir um pouco perdida e sem motivação na faculdade. Apesar de estar fazendo dois estágios que eu gosto muuuito, a idéia do que vai ser da minha vida depois que essa trabalheira toda terminar voltou a deixar minha cabeça nublada. Estou com saudades da rotina, mas não quero mergulhar em nada. Não quero ser inteligente mais. Para mim é o bastante ser sociável e cantarolante.
No trabalho estou sendo desafiada todas as terças, quintas e sábados. Acho bom. Vejamos se sou capaz de... pull this off, por assim dizer.
2006 voltou enquanto escuto Placebo por horas. Memórias de 2006 voltaram junto. Parece que faz tanto tempo... ao mesmo tempo parece tempo algum. Como assim eu já tenho quatro anos de faculdade?



►Change your taste in mennn...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Raiva enlatada


Hoje o meu carro pifou... e qual é a novidade nisso, não é mesmo? A novidade é que ele demorou alguns bons meses para voltar a me dar trabalho. Suspeito de que ele não goste de mim. Portanto, amanhã vou ter um atípico dia movido a ônibus. Por mais estranho que pareça, isso me animou um pouco. Tem muito tempo que não ando de ônibus olhando para essas cidades feias e essas pessoas feias e pensando em coisas randomizadas.

Eu tenho descoberto coisas sobre mim, diferenças entre as minhas carências emocionais que me fazem ser assim ou assado e as coisas que eu realmente sou. Hoje descobri que existe uma pequena Monica em mim. Eu NÃO CONSIGO conviver com um ambiente sujo. Desorganizado tudo bem, bagunçado, caos absoluto até que vai. Mas se eu vir manchas ou resíduos ou poeira no chão ou sobre as superfícies eu fico desconsertada. Bate uma angustiazinha!

Também vi que eu não confio tão facilmente nas pessoas. Na verdade acho que existem apenas três pessoas no mundo em quem eu confio 95% e uma quarta em quem confio 89% (é engraçado como esse ranking não é tão óbvio quanto alguém que me conheça poderia imaginar. Me surpreendo com ele também). A maioria das outras pessoas que eu conheço devem estar em uma porcentagem abaixo de 80. Mas, afinal, nem em mim mesma a confiança chega aos 100%. Acho que me tornei uma pessoa muito desconfiada, haha.

Outra coisa que descobri é que eu não sou tão boazinha quanto eu mesma acreditava há alguns meses. Eu sou capaz de não gostar de alguém, e eu ás vezes nem preciso de um motivo para isso. Também descobri que eu não tenho muita habilidade para apoiar pessoas em momentos de desespero. Eu tenho uma tendência muito grande de tentar introduzir uma visão nova e racional à situação, para expandir a percepção da pessoa. Mas ontem acabei descobrindo que isso não é bacana para quem ouve. Quem ouve na verdade quer é algum tipo de suporte, um afago, sei lá... juro que nem entendo direito o que é que a pessoa quer ouvir em uma situação dessas porque eu não consigo cogitar a possibilidade de enganar as expectativas de uma pessoa apenas para vê-la mais calma ou feliz. Pensar nisso me dá raiva. Assim como me dá raiva a falta de racionalidade que ataca uma pessoa. Eu tenho raiva principalmente do costume de se deixar às mãos da pura reação emocional impensada, porque para mim o sofrimento não vale a pena. Não é possível que uma pessoa não seja capaz de tomar as rédeas das coisas, do próprio coração, dar uns bons tapas nele e falar “cala a boca que agora é o cérebro que vai tomar conta dessa jussanga aqui!”. Se eu não acreditar nisso do fundo do meu intestino, juro que entro em parafuso. Eu PRECISO acreditar que uma emoção não vai acabar comigo e me levar como naquela maldita musica do zeca pagodinho, sem que eu possa evitar, fazer uma escolha, fazer com que a minha vida pertença a mim e não a outra pessoa. Nunca mais quero me sentir nas mãos de alguém, como se minha felicidade dependesse de um sorriso ou de duas palavras enigmáticas que vão me deixar três semanas sem sono, imaginando o que possam ter significado.

Nossa... tive um momento de catarse aqui! Até taquicardia me deu depois desse desabafo enfático... Blog também é terapia, gente! Não sabia que era por isso que estava tão irritada ultimamente. Mas e agora? O que fazer... ainda não sei como agir diante dessa raiva. Eis um tema para a próxima sessão.



►Ainda não me cansei de Muse.