I. De repente eu me senti mal. Não tem nada a ver com o filme de conteúdo pesado... não tem nada a ver com as caras não muito bem humoradas. Bem, começou com aquela rua esburacada e escura. Eu dirigindo o mais rápido que conseguia e me esquecendo dos quebra-molas e do fato de que Contagem é um grande buraco com algumas ruas passando por ele. Nunca fiquei tão tensa dirigindo. Tem também o calor. Tem também a repentina solidão do início da noite. Quando não há mais estímulos para distrair os pensamentos daqueles caminhos magnéticos.
II. Semana que vem tudo vai mudar. Eu vou assumir de verdade a responsabilidade pela escolha que fiz, pensando e repensando nas tais responsabilidades, mas ainda não senti na pele o que isso vai significar. Começo a achar difícil pensar em planos futuros e em definir coisas. Como é que vu saber se estou assumindo uma profissão que ainda não sei se é a que quero seguir e aquela que eu sei, ou acredito saber, que quero seguir é tão distante que chego a desacreditar nela.
III. Aquele show foi um dos melhores. É engraçado como eu não realmente acredito que as pessoas existem até eu as encontrar a dois metros de distância e poder enxergar o brilho em seus olhos. É pura transferência. O centro do mundo foi aquela pessoa durante uma hora. Poderia ter durado mais...
IV. Então veio a Ângela pedindo satisfações sobre o trabalho que ignorei totalmente desde o fim das aulas. Afinal... para onde estou apontando? E o que é que eu espero encontrar lá?
V. E ontem? Percebi uma coisa e não foi agradável. Sabe aquela verdade que você já sabe, mas de repente você a sente? É como cair de bunda na areia quente que antes só incomodava o calcanhar. Tem uma coisa no mundo que me apareceu e eu peguei no colo. Eu criei tantas e tantas estórias sobre essa coisa. E eu gostava tanto das estórias que, bem, a coisa em si já não era apenas ela mesma. Mas então é inevitável a desilusão de aceitar (e finalmente sentir) que as estórias fui eu que inventei, para me fazer sentir melhor, para distrair, para dar sentido a alguma coisa, que seja.
VI. Senti um peso no peito... alguém machucou alguém que eu amo. O pior é que foi o acaso. Ou, segundo a minha religião, Murphy.
VII. Eu queria mudar o mundo... mas às vezes eu sei que ele está melhor correndo louco assim. Ah, como me sinto pequena. Perdi as forças por um momento para me esticar no chão e observar o caos acima de mim. Pois é, ainda não tem ninguém deitado do meu lado para segurar a minha mão.
VIII. Esse lugar é tão familiar... quem sabe porque é o meu quarto. Eu sei a história de cada coisinha que está aqui dentro. E se não sei, posso jogar a culpa na Laila.
IX. Sabe... não é sobre o quarto, ou sobre o emprego, ou sobre o acaso. Não é sobre nada. Só é sobre o ar que acabo de inspirar. É sobre a sensação de ser vento. É sobre tudo que eu penso. Bem, não consigo mais pensar... ficou grande demais.
►X. Ficou grande demais.
sábado, 31 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Algum ponto entre o início e o fim.
Brigando por motivos estúpidos... e percebendo a solidão que há em uma opinião. A solidão que há em um condicionamento. Pois é, mesmo ambiente e, ainda assim, pessoas podem pensar de jeitos completamente diferentes. Isso pode ser culpa da astrologia.
Mas quer saber? Isso não vai se transformar em mais um motivo para preocupações infundadas. Me bastam as minhas de costume. Então que se dane, porque eu sei que amanhã, por volta das 17:30, o mundo será outro. E olha que nada de muito especial vai me acontecer. Pelo que eu sei, nenhum meteoro vai colidir com a Terra e nenhuma baleia vai cruzar o meu caminho perguntando casualmente para onde fica o palácio das artes. Portanto, a não ser que a Fátima Bernardes apareça loira estilo Gwen Stefany, amanhã deve ser um dia bem normal.
Como eu adoro essas pausas para pensar além do comum entre os mortais e viajar na batatinha, estive experimentando alguns sabores de conceitos. Alguns bem amargos, inclusive. Mas hoje encontrei alguns conceitos cítricos passeando em meio às letras de músicas.
Então me vêm o conceito de um vinho envelhecido e os temperos bem calculados. Ah, como aquele pato confitado com peras ao perfume de mel estava perfeito com aquele Malbec argentino super hiper mega extra seco! Adoro passar meu tempo pensando no restaurante que um dia ainda vou ter. Como eu adoro essa arte de provocar orgasmos através da língua. Oh meu deus, como serei gorda!
►Ansiosa, temerosa, alarmada, relaxada, receosa, aquecida, esfomeada, pensativa, avoada, envolvida, desleixada, dolorida, apressada, conformada, perdida, desafiada, saudosa, serena, sorridente, amarga, comprimida... deixada.
Mas quer saber? Isso não vai se transformar em mais um motivo para preocupações infundadas. Me bastam as minhas de costume. Então que se dane, porque eu sei que amanhã, por volta das 17:30, o mundo será outro. E olha que nada de muito especial vai me acontecer. Pelo que eu sei, nenhum meteoro vai colidir com a Terra e nenhuma baleia vai cruzar o meu caminho perguntando casualmente para onde fica o palácio das artes. Portanto, a não ser que a Fátima Bernardes apareça loira estilo Gwen Stefany, amanhã deve ser um dia bem normal.
Como eu adoro essas pausas para pensar além do comum entre os mortais e viajar na batatinha, estive experimentando alguns sabores de conceitos. Alguns bem amargos, inclusive. Mas hoje encontrei alguns conceitos cítricos passeando em meio às letras de músicas.
Então me vêm o conceito de um vinho envelhecido e os temperos bem calculados. Ah, como aquele pato confitado com peras ao perfume de mel estava perfeito com aquele Malbec argentino super hiper mega extra seco! Adoro passar meu tempo pensando no restaurante que um dia ainda vou ter. Como eu adoro essa arte de provocar orgasmos através da língua. Oh meu deus, como serei gorda!
►Ansiosa, temerosa, alarmada, relaxada, receosa, aquecida, esfomeada, pensativa, avoada, envolvida, desleixada, dolorida, apressada, conformada, perdida, desafiada, saudosa, serena, sorridente, amarga, comprimida... deixada.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Meanwhile, inside the head...
Finding the possible ways between the impossibilities will never make me completely happy. And who says I want to be completely happy?
Life is still squeezing me between walls. And I’m running away from choices right now. And these are the easy ones.
But today I don’t want to give answers. Today I’m just gonna ignore everything and do some of those regular stuff I use to do without thinking.
Sometimes people ask me why so tired in the meddle of vacation… well, my tiredness has nothing to do with physical work. It’s got to do with this stressing environment inside my head all the time. Sometimes it gets too heavy to do anything.
Yesterday I was feeling like some puddle of mud. Now I need a break from these irritating thoughts that keep me running in circles.
This is one of those moments to look at time passing and just waiting for the right time to come.
►Five hundred twenty five thousand six hundred minutes…
Life is still squeezing me between walls. And I’m running away from choices right now. And these are the easy ones.
But today I don’t want to give answers. Today I’m just gonna ignore everything and do some of those regular stuff I use to do without thinking.
Sometimes people ask me why so tired in the meddle of vacation… well, my tiredness has nothing to do with physical work. It’s got to do with this stressing environment inside my head all the time. Sometimes it gets too heavy to do anything.
Yesterday I was feeling like some puddle of mud. Now I need a break from these irritating thoughts that keep me running in circles.
This is one of those moments to look at time passing and just waiting for the right time to come.
►Five hundred twenty five thousand six hundred minutes…
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Hmpf....
Hoje aquela consciência sarcástica que controla o universo resolveu pegar no meu pé... deve ter sido o dia de folga do Igor.
Pois é, o mundo quer me irritar!
Veja bem, é que meu carro está estragado. Sim, pela terceira vez só nesse ano que começou há 20 dias! Isso me trás pensamentos sobre dinheiro. Que me trazem pensamentos sobre como eu vou ter que suar para passar por mais um semestre. Que me trazem pensamentos sobre quanta coisa eu preciso fazer e ainda me sinto tããããão longe de chegar onde eu quero chegar. Um pouco de impaciência misturada com pavor de chegar naquele ponto em que se eu não pagar pela minha sobrevivência, eu morro mesmo. E as coisas que eu quero fazer para poder aliviar o estresse só trazem mais estresse e mais pequenos detalhes para eu me preocupar.
Chegou num ponto em que tentei me distrair no computador. Encontrei amigos de extrema confiança online e fui reclamar da vida... mas me irritei mais ainda com conselhos do tipo “não fica assim...”. Claro que a intenção deles foi ótima e que tudo que eles estavam fazendo era tentar me apoiar ou levantar o meu astral... mas hoje eu não estava para esse tipo de conselho... acho que teria me sentido melhor se achasse um amigo tão puto com a vida quanto eu. Desisti do msn, suspirando esporaticamente de irritação e falta de paciência.
Então arrumei um joguinho online, daqueles que desafiam sua capacidade lógica. Me irritei mais ainda porque fiquei empacada em uma fase impossível. Era a internet provando que a minha capacidade lógica é insuficiente...
Então eu cansei de me sentir irritada. O mundo fica azedo quando eu estou assim. respirar fica difícil. A cara das pessoas provoca náusea. Todos os músculos do corpo doem. Qualquer ruído é o suficiente para provocar uma explosão nuclear na cabeça. Fora que a minha dermatite atópica ataca e eu começo a ter coceiras bizarras. Que bom que eu me irrito assim muuuito raramente. Parece que as pessoas se assustariam em me ver assim.
Sabe então o que eu fiz? Feist no ouvido em volume máximo e uma taça cheia de vinho tinto seco! E saí cantando por aí, não ligando para protestos e caras feias. Nem liguei quando o Sundays começou a insinuar que eu estou bebendo demais ultimamente (até parece...).
Depois do vinho e de cuspir a tensão junto com as músicas da Feist, voltei pro computador e zerei o maldito joguinho de lógica... duas vezes!
Então respirei fundo... yeah... I’m ok.
Agora restaram dois pensamentos realmente bons. O show da Alanis no dia 5 e o show do Little Joy no dia 30.
De repente me deu uma vontade de nadar em água fria!
Um banho deve substituir a inexistente piscina...
Sabe... uma coisa que eu sempre quis pra mim, que eu sempre quis me provar capaz de fazer: ser feliz sem precisar de artifícios, pessoas, eventos, substâncias, bens materiais. Sendo apenas eu mesma. Quem sabe com a minha elevada capacidade cognitiva (devo admitir que me orgulho dela, haha). Ser feliz pelas coisas que eu posso conquistar por ser quem eu sou. Às vezes eu me orgulho de ser capaz disso. Mas olha como esse mundo é malvadinho. Às vezes tudo que ser quer é dinheiro, uma boate, uma orgia, álcool para uma vida e o mundo aos nossos pés.
►Esses dias arrastados que traduzem o rançoso da vida, de um dia após o outro... mais um se foi.
Pois é, o mundo quer me irritar!
Veja bem, é que meu carro está estragado. Sim, pela terceira vez só nesse ano que começou há 20 dias! Isso me trás pensamentos sobre dinheiro. Que me trazem pensamentos sobre como eu vou ter que suar para passar por mais um semestre. Que me trazem pensamentos sobre quanta coisa eu preciso fazer e ainda me sinto tããããão longe de chegar onde eu quero chegar. Um pouco de impaciência misturada com pavor de chegar naquele ponto em que se eu não pagar pela minha sobrevivência, eu morro mesmo. E as coisas que eu quero fazer para poder aliviar o estresse só trazem mais estresse e mais pequenos detalhes para eu me preocupar.
Chegou num ponto em que tentei me distrair no computador. Encontrei amigos de extrema confiança online e fui reclamar da vida... mas me irritei mais ainda com conselhos do tipo “não fica assim...”. Claro que a intenção deles foi ótima e que tudo que eles estavam fazendo era tentar me apoiar ou levantar o meu astral... mas hoje eu não estava para esse tipo de conselho... acho que teria me sentido melhor se achasse um amigo tão puto com a vida quanto eu. Desisti do msn, suspirando esporaticamente de irritação e falta de paciência.
Então arrumei um joguinho online, daqueles que desafiam sua capacidade lógica. Me irritei mais ainda porque fiquei empacada em uma fase impossível. Era a internet provando que a minha capacidade lógica é insuficiente...
Então eu cansei de me sentir irritada. O mundo fica azedo quando eu estou assim. respirar fica difícil. A cara das pessoas provoca náusea. Todos os músculos do corpo doem. Qualquer ruído é o suficiente para provocar uma explosão nuclear na cabeça. Fora que a minha dermatite atópica ataca e eu começo a ter coceiras bizarras. Que bom que eu me irrito assim muuuito raramente. Parece que as pessoas se assustariam em me ver assim.
Sabe então o que eu fiz? Feist no ouvido em volume máximo e uma taça cheia de vinho tinto seco! E saí cantando por aí, não ligando para protestos e caras feias. Nem liguei quando o Sundays começou a insinuar que eu estou bebendo demais ultimamente (até parece...).
Depois do vinho e de cuspir a tensão junto com as músicas da Feist, voltei pro computador e zerei o maldito joguinho de lógica... duas vezes!
Então respirei fundo... yeah... I’m ok.
Agora restaram dois pensamentos realmente bons. O show da Alanis no dia 5 e o show do Little Joy no dia 30.
De repente me deu uma vontade de nadar em água fria!
Um banho deve substituir a inexistente piscina...
Sabe... uma coisa que eu sempre quis pra mim, que eu sempre quis me provar capaz de fazer: ser feliz sem precisar de artifícios, pessoas, eventos, substâncias, bens materiais. Sendo apenas eu mesma. Quem sabe com a minha elevada capacidade cognitiva (devo admitir que me orgulho dela, haha). Ser feliz pelas coisas que eu posso conquistar por ser quem eu sou. Às vezes eu me orgulho de ser capaz disso. Mas olha como esse mundo é malvadinho. Às vezes tudo que ser quer é dinheiro, uma boate, uma orgia, álcool para uma vida e o mundo aos nossos pés.
►Esses dias arrastados que traduzem o rançoso da vida, de um dia após o outro... mais um se foi.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
That I Would Be Good (even if I did nothing)
Redescobri o baixo. O baixo daquelas músicas realmente boas, que faz o peito tremer no ritmo da música. O grave da voz de fundo que faz a melodia ficar um pouco mais pesada. O coro típico de épocas de cabelos longos e sandálias de couro. A trilha sonora de Hair é uma das mais incríveis que já ouvi. Musical dos anos 60, não era pra menos. O sotaque britânico do norte, onde se fala mais parecido com os irlandeses e escoceses, do vocalista de Upper Room. A voz instável, estridente, e mesmo assim suave da Alanis. Ainda não acredito que vou no show dela! A combinação inteligente de baixo, guitarra rasgada e bateria de Interpol.
Música foi a coisa mais genial que a humanidade inventou. Como diria Nietzsche... life would be senseless without it (porque essa citação é muito mais inteligente em inglês!)
E agora percebi que passei o dia inteiro ouvindo música. Levando outras atividades paralelas na internet só para ter a desculpa para continuar ouvindo música. Como se eu precisasse de uma desculpa para ouvir música.
Hoje foi um daqueles dias de derreter chocolate e comer fondue até não agüentar mais. De cochilar no meio do filme preferido. De ficar meia hora olhando para a tela do Orkut apertando F5 até perceber que nada vai acontecer. De olhar pela janela para a chuva que cai com calma e pensar em todas as coisas que precisam ser feitas e em como eu não dou a mínima para isso. De colocar o fone isolante no ouvido e esquecer que as pessoas à minha volta são capazes de produzir sons e que podem eventualmente querer se comunicar através deles. De lembrar de repente do livro que estou lendo e ter o prazer de pensar que eu tenho todo o tempo do mundo para me dedicar a ele no meu próprio ritmo.
That I would be good even if I did nothing
That I would be good even if I got the thumbs down
That I would be good if I got and stayed sick
That I would be good even if I gained ten pounds
That I would be fine even if I went bankrupt
That I would be good if I lost my hair and my youth
That I would be great if I was no longer queen
That I would be grand if I was not all knowing
That I would be loved even when I numb myself
That I would be good even when I am overwhelmed
That I would be loved even when I was fuming
That I would be good even if I was clingy
That I would be good even if I lost sanity
That I would be good
Whether with or without you
►The croud keeps moving...
Música foi a coisa mais genial que a humanidade inventou. Como diria Nietzsche... life would be senseless without it (porque essa citação é muito mais inteligente em inglês!)
E agora percebi que passei o dia inteiro ouvindo música. Levando outras atividades paralelas na internet só para ter a desculpa para continuar ouvindo música. Como se eu precisasse de uma desculpa para ouvir música.
Hoje foi um daqueles dias de derreter chocolate e comer fondue até não agüentar mais. De cochilar no meio do filme preferido. De ficar meia hora olhando para a tela do Orkut apertando F5 até perceber que nada vai acontecer. De olhar pela janela para a chuva que cai com calma e pensar em todas as coisas que precisam ser feitas e em como eu não dou a mínima para isso. De colocar o fone isolante no ouvido e esquecer que as pessoas à minha volta são capazes de produzir sons e que podem eventualmente querer se comunicar através deles. De lembrar de repente do livro que estou lendo e ter o prazer de pensar que eu tenho todo o tempo do mundo para me dedicar a ele no meu próprio ritmo.
That I would be good even if I did nothing
That I would be good even if I got the thumbs down
That I would be good if I got and stayed sick
That I would be good even if I gained ten pounds
That I would be fine even if I went bankrupt
That I would be good if I lost my hair and my youth
That I would be great if I was no longer queen
That I would be grand if I was not all knowing
That I would be loved even when I numb myself
That I would be good even when I am overwhelmed
That I would be loved even when I was fuming
That I would be good even if I was clingy
That I would be good even if I lost sanity
That I would be good
Whether with or without you
►The croud keeps moving...
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
One day in the life
I miss that smile...
I don’t know why – Yes, I do.
I wish to have it back – No, I don’t.
I caught myself feeling sad about this little, almost inexistent envy thought – Except that it is huge.
Does he think of me sometimes when he looks up? Does he know me? Does he exist?
Little have I lived of my night fantasies about perfect future, perfect days, perfect love. Once I cried of happiness... that was one of the trickiest things that ever happened to me. Was I happy about the eminent ending, was I sad about the colored feeling explosion... was I just stupid?
Things choose to happen or not. When will it be my time to happen?
I miss those butterflies in my stomach...
I don't know why - Yes, I do.
I wish to have them back - No, I don't.
I caught myself smiling to a memory almost lost - Except that I never really let it go.
Let the sunshine... let the sunshine in, the sunshine in...
Here comes the voice in my head again, singing as if the world was a song. Sometimes I don't know if I want to feel happy or sad. This smiley melancholy is a friend of mine.
►In the life...
I don’t know why – Yes, I do.
I wish to have it back – No, I don’t.
I caught myself feeling sad about this little, almost inexistent envy thought – Except that it is huge.
Does he think of me sometimes when he looks up? Does he know me? Does he exist?
Little have I lived of my night fantasies about perfect future, perfect days, perfect love. Once I cried of happiness... that was one of the trickiest things that ever happened to me. Was I happy about the eminent ending, was I sad about the colored feeling explosion... was I just stupid?
Things choose to happen or not. When will it be my time to happen?
I miss those butterflies in my stomach...
I don't know why - Yes, I do.
I wish to have them back - No, I don't.
I caught myself smiling to a memory almost lost - Except that I never really let it go.
Let the sunshine... let the sunshine in, the sunshine in...
Here comes the voice in my head again, singing as if the world was a song. Sometimes I don't know if I want to feel happy or sad. This smiley melancholy is a friend of mine.
►In the life...
For tragic times.
Sometimes you let something in so fast and so deep that suddenly you don’t know anymore when or why your life turned into this, and all the thoughts lead to only one thing. This thing. This new reason for your life.
I think this is the perfect time for change. To find your own reasons. I mean, it’s never good to live through someone or something else.
I keep thinking… there are so many people that spend years letting themselves go with their own emotional addictions. Not that I’m saying I don’t have mine… but once in a year, at least, I get a little desperate about how still and passive I am.
Well… the situation is better now. Now we’re all in speaking terms, at least. And now I’m not desperate anymore about those money issues. Although I’m still gonna suffer a little bit about money this semester. Yeah, whatever.
I just started thinking… and went on. Started with this morning thought of hopelessness. Realizing where my distraction, and fun, and amusement and oblivion lay. And coming to the fear of being letting myself go again down one path I don’t want to be in. Actually, I don’t think I’m there. This was one desperate though for desperate times.
The lesson I could take from this whole story, and this whole year that, thank heavens, is passed is that, after all, I’m on my own. I may have good people walking besides me sometimes. Sometimes they walk after me, or me after them. Sometimes in perfect parallel for some time. But I’m always gonna continue my own walk towards my own ending.
The lesson is to enjoy this good people around, but always to have in mind that the reason to keep walking is not who you can see around, but what you actually can’t see, but can imagine is far ahead.
►Tragic thoughts… for tragic times.
I think this is the perfect time for change. To find your own reasons. I mean, it’s never good to live through someone or something else.
I keep thinking… there are so many people that spend years letting themselves go with their own emotional addictions. Not that I’m saying I don’t have mine… but once in a year, at least, I get a little desperate about how still and passive I am.
Well… the situation is better now. Now we’re all in speaking terms, at least. And now I’m not desperate anymore about those money issues. Although I’m still gonna suffer a little bit about money this semester. Yeah, whatever.
I just started thinking… and went on. Started with this morning thought of hopelessness. Realizing where my distraction, and fun, and amusement and oblivion lay. And coming to the fear of being letting myself go again down one path I don’t want to be in. Actually, I don’t think I’m there. This was one desperate though for desperate times.
The lesson I could take from this whole story, and this whole year that, thank heavens, is passed is that, after all, I’m on my own. I may have good people walking besides me sometimes. Sometimes they walk after me, or me after them. Sometimes in perfect parallel for some time. But I’m always gonna continue my own walk towards my own ending.
The lesson is to enjoy this good people around, but always to have in mind that the reason to keep walking is not who you can see around, but what you actually can’t see, but can imagine is far ahead.
►Tragic thoughts… for tragic times.
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