- A defesa de doutorado do Samuel foi LINDA! Senti uma coisa ótima e nostálgica, como uma lembrança de quando eu assistia às aulas dele e via ele se divertindo com a magia do mundo da biologia. Senti um enorme orgulho dele, como se ele fosse um irmão ou coisa parecida. Ficava pensando em como passei o ensino médio inteiro ouvindo ele reclamar e se estressar por causa do doutorado. E ainda por cima, ele chorou quando foi agradecer aos amigos (outros professores do colégio que também foram... vi a Cássia! ADORO!), a família, a Polly, fofíssima como sempre, e aos ex-alunos do colégio que estavam lá (aí eu entro)... isso foi sexta-feira, e até hoje eu estou com um sorriso bobo no rosto por causa disso! AMO ESSE CARA!
E consegui assistir o Samuel falando até o final e chegar à aula do Gauer antes de começar (que por sinal foi ótima!). Só não sei ainda o resultado, se foi aprovado ou não, porque não pude ficar para a discussão da bancada... tomara que ele tenha mesmo acordado no dia seguinte e pensado “eu sou doutor”!
- Sábado foi um dia louco! Mas foi muito divertido. Mais uma vez tive que matar francês por motivos de força maior... passei quase o dia todo no BH Shopping com a minha mãe e minha irmã... na Vivo, tentando resolver as questões pendentes do meu celular e comprando um novo (agora sou paty e pago língua xD), comprando roupas para a colação de grau e o baile de formatura da minha mãe (ela formou há 25 anos, e agora estão comemorando bodas de prata fazendo tudo de novo... um máximo né?).
Depois fomos comer pizza! Comemoração conjunta de aniversario da minha avó (que foi na sexta) e da Lali (que foi domingo). Ganhei motivos para sorrir... literalmente!
- Domingo passei mal de tanto comer da lasanha que eu fiz para receber os amigos da minha irmã (e por que não meus também) que vieram dar parabéns para ela. A lasanha ficou extremamente agradável! E as pessoas que estavam aqui também eram extremamente agradáveis! Viegas (que foi o primeiro a chegar atrasado), Luciana, Diva e Paulo, Raquel e Erick, Rúbia, Tell e Michele. Nos divertimos o resto do dia. Fizemos mímica de filmes, eu fui a Eva e o Mika na brincadeira do personagem na testa e bla bla bla... brincamos de máfia... o pessoal foi embora (menos o Viegas), então fomos nos tres assistir House. Os dois viciados continuaram assistindo House até o ultimo episodio da quarta temporada enquanto eu fui ver o episodio de Pushing Daisies da semana passada que eu tinha perdido (aliás, que absurdooooo! Episodio bombástico!)
- Hoje acordei alegrinha... sem muito motivo para euforia, mas também em paz com o que tenho disponível. Foi um dos bons dias. Não teve muita coisa de mais, mas foi bom. Meu caderninho do pequeno príncipe e meu mp3 foram grandes motivos de sorriso... gosto de dias largados assim. E parece que o meu desejo de 15:15 vai se tornar realidade se eu conseguir continuar em paz comigo mesma. Tomara... me senti tão bem hoje por estar em paz comigo mesma.
►We’ve got the choice if it all goes wrong... we walk!
segunda-feira, 9 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Still here...
Eu estava esperando todo tipo de coisa. O clima de dentro funciona como o clima em alto mar perto do Japão... qualquer batida de asas de borboleta causa um furacão, ou coisa parecida.
Então vamos por partes...
Eu fico feliz quando estou dentro do circulo. Eu me sinto triste quando me sinto fora do circulo (por mais que eu esteja dentro, mas não possa perceber). Então o meu problema está no visível.
De toda forma, eu não quero mais esse tipo de pensamento.
Não quero mais tentar guiar a minha vida a partir da teoria que penso sobre o meu “funcionamento”. Por que eu mesma não posso ditar as regras do meu funcionamento? Sim, eu sei que isso não pode existir para tudo, mas eu também não posso tratar o meu humor como outra pessoa externa a mim e deveras sacana.
A equação já está quase toda formada na minha cabeça. Não é bem uma equação. É mais como um plano. Mas agora preciso ver se ele vai dar certo. Começando a por em ação agora!
Olha que engraçado... desde que decidi que eu não queria mais estar pseudo-deprimida, eu simplesmente não estou. Nada mudou no “mundo real” desde o momento em que eu pensei naquilo...
Sempre tem dois lados. Ou eu estou sendo realista ou completamente exagerada.
Se o meu desejo de 16:16:16 se tornar verdade, tudo vai ser tão melhor. E pra que isso aconteça, eu tenho que, pelo menos uma vez, dar ouvidos àquela voz de segundo plano na minha cabeça, e ficar calma. E isso sim é um verdadeiro desafio para mim.
Não sei porque acontecem esses paradoxos comigo. Tem essa minha imagem externa que eu fui criando com o tempo de uma pessoa tranqüila, às vezes até demais, que nunca levanta a voz e nunca entra num confronto, que nunca conseguiu se impor. Mas tem esse meu lado completamente afobado, impaciente, nervoso, explosivo que nem combina comigo. Esse é o problema... eu criei uma imagem externa tão forte de mim que as outras coisas que também fazem parte de mim passam a ser estranha até para mim mesma. De pouco tempo pra cá é que eu estou me familiarizando com a verdadeira eu.
E agora os pensamentos evaporaram.
Isso deve ser um sinal do meu inconsciente, me mandando parar de escrever.
Prefiro acreditar que eu simplesmente não quero mais escrever...
Conflito! Ah, meu deus, SOCORRO! Hoje o meu professor de biologia no colégio, Samuel, de quem sinto saudades avassaladoras, vai defender o doutorado no ICB! EU QUERO IR VER! Mas é às duas da tarde. Deve ir até umas três... e às duas e cinqüenta começa a aula do Gauer! EU NUNCA MATEI UMA AULA DELE! E com certeza não vou matar a última! Socorroooo! O que eu faço?
(as várias letras maiúsculas denunciam a minha aflição quanto a esse assunto!)
Vou ter que assistir o começo da defesa do Samuel e sair mais cedo, pra não perder mais que dez minutos da aula do Gauer...
Vou me sentir um lixo por não ficar até o fim, mas também vou me sentir um lixo de matar a aula... então o jeito democrático seria perder um pedacinho no final e um pedacinho no começo... Justo.
►Dear Prudence... won’t you come out to play?
Então vamos por partes...
Eu fico feliz quando estou dentro do circulo. Eu me sinto triste quando me sinto fora do circulo (por mais que eu esteja dentro, mas não possa perceber). Então o meu problema está no visível.
De toda forma, eu não quero mais esse tipo de pensamento.
Não quero mais tentar guiar a minha vida a partir da teoria que penso sobre o meu “funcionamento”. Por que eu mesma não posso ditar as regras do meu funcionamento? Sim, eu sei que isso não pode existir para tudo, mas eu também não posso tratar o meu humor como outra pessoa externa a mim e deveras sacana.
A equação já está quase toda formada na minha cabeça. Não é bem uma equação. É mais como um plano. Mas agora preciso ver se ele vai dar certo. Começando a por em ação agora!
Olha que engraçado... desde que decidi que eu não queria mais estar pseudo-deprimida, eu simplesmente não estou. Nada mudou no “mundo real” desde o momento em que eu pensei naquilo...
Sempre tem dois lados. Ou eu estou sendo realista ou completamente exagerada.
Se o meu desejo de 16:16:16 se tornar verdade, tudo vai ser tão melhor. E pra que isso aconteça, eu tenho que, pelo menos uma vez, dar ouvidos àquela voz de segundo plano na minha cabeça, e ficar calma. E isso sim é um verdadeiro desafio para mim.
Não sei porque acontecem esses paradoxos comigo. Tem essa minha imagem externa que eu fui criando com o tempo de uma pessoa tranqüila, às vezes até demais, que nunca levanta a voz e nunca entra num confronto, que nunca conseguiu se impor. Mas tem esse meu lado completamente afobado, impaciente, nervoso, explosivo que nem combina comigo. Esse é o problema... eu criei uma imagem externa tão forte de mim que as outras coisas que também fazem parte de mim passam a ser estranha até para mim mesma. De pouco tempo pra cá é que eu estou me familiarizando com a verdadeira eu.
E agora os pensamentos evaporaram.
Isso deve ser um sinal do meu inconsciente, me mandando parar de escrever.
Prefiro acreditar que eu simplesmente não quero mais escrever...
Conflito! Ah, meu deus, SOCORRO! Hoje o meu professor de biologia no colégio, Samuel, de quem sinto saudades avassaladoras, vai defender o doutorado no ICB! EU QUERO IR VER! Mas é às duas da tarde. Deve ir até umas três... e às duas e cinqüenta começa a aula do Gauer! EU NUNCA MATEI UMA AULA DELE! E com certeza não vou matar a última! Socorroooo! O que eu faço?
(as várias letras maiúsculas denunciam a minha aflição quanto a esse assunto!)
Vou ter que assistir o começo da defesa do Samuel e sair mais cedo, pra não perder mais que dez minutos da aula do Gauer...
Vou me sentir um lixo por não ficar até o fim, mas também vou me sentir um lixo de matar a aula... então o jeito democrático seria perder um pedacinho no final e um pedacinho no começo... Justo.
►Dear Prudence... won’t you come out to play?
quarta-feira, 4 de junho de 2008
A média da idade da flor... a flor da idade média?
Para largar alguma coisa pra trás, ela tem que realmente ficar pra trás.
Mas eu tenho me esquecido da possibilidade de mudança no meio do caminho.
Quem sabe, porque eu não queria pensar nisso.
Mas é preciso saber a hora certa para botar o carro na frente dos bois. E a hora certa para mim é agora.
Eu me apoio muito nos sentimentos negativos para justificar a não-mudança. Então eu acabo satisfeita por estar insatisfeita. É mais fácil que me esforçar pela mudança.
Mas cansei...
Dá muito trabalho se manter triste!
Fora que eu fico intragável quando passo por essas fases deprês.
Hora de voltar ao meu estado sorridente.
(como se eu tivesse parado de sorrir, né?)
E falando em sorriso, e suas variações...
Já tinha MUITO tempo que não ria tanto quanto ri hoje! Tive que parar de pensar nas piadas porque minha cabeça já estava quase explodindo de dor por causa das risadas.
Toda vez que eu, Fefs e João pegamos o 9502 saímos cheios de internas insuportavelmente engraçadas! As melhores piadas são sempre as piadas conceituais!
Estou até cansada fisicamente agora. A gente desacostuma de rir tanto assim...
Hoje fui para a faculdade praticamente para poder encontrar amigos. Não tive a aula de muito cedo, nem a primeira aula da tarde. A aula de TEP II eu ignorei por completo, e a de Social III não podia mais entrar atrasada... então fomos para o Icex comer, depois fomos esperar o ônibus, e aí já começou a crise incontrolável de risos. A partir de hoje, adotei um novo jeito de bater pezinho!
Um recado sábio dos Beatles para o mundo: Everybody’s got something to hide, except for me and my monkey!
Hoje estou me sentindo mais musical que o normal. E isso não é pouco! Também estou me sentindo mais inteligente. Mas isso é porque eu tirei o dia para fazer auto-exaltação. Uma atividade bem saudável... recomendo!
Às vezes eu tenho uns flashs de sentimento de auto-suficiencia que não sei explicar (até porque isso parece muito estranho para alguém como eu). Bem, são passageiros, anyway. Mas têm sua utilidade para a manutenção do meu humor.
Estranho né? Parece que eu mudei completamente depois que escrevi as três frases de abertura desse post...
É um tipo estranho de paz... um que acho que nunca senti antes. Meio turbulenta e com certeza perturbadora, mas linear. Como se houvesse alguma forma de me sentir segura no meio dessa bagunça. Acho que enxergo coisas ao horizonte. E sei que ainda vou sentir coisas péssimas... mas whatever. No momento, não me importo.
►Hoje começou uma nova era! A Idade da Flor Média!
Mas eu tenho me esquecido da possibilidade de mudança no meio do caminho.
Quem sabe, porque eu não queria pensar nisso.
Mas é preciso saber a hora certa para botar o carro na frente dos bois. E a hora certa para mim é agora.
Eu me apoio muito nos sentimentos negativos para justificar a não-mudança. Então eu acabo satisfeita por estar insatisfeita. É mais fácil que me esforçar pela mudança.
Mas cansei...
Dá muito trabalho se manter triste!
Fora que eu fico intragável quando passo por essas fases deprês.
Hora de voltar ao meu estado sorridente.
(como se eu tivesse parado de sorrir, né?)
E falando em sorriso, e suas variações...
Já tinha MUITO tempo que não ria tanto quanto ri hoje! Tive que parar de pensar nas piadas porque minha cabeça já estava quase explodindo de dor por causa das risadas.
Toda vez que eu, Fefs e João pegamos o 9502 saímos cheios de internas insuportavelmente engraçadas! As melhores piadas são sempre as piadas conceituais!
Estou até cansada fisicamente agora. A gente desacostuma de rir tanto assim...
Hoje fui para a faculdade praticamente para poder encontrar amigos. Não tive a aula de muito cedo, nem a primeira aula da tarde. A aula de TEP II eu ignorei por completo, e a de Social III não podia mais entrar atrasada... então fomos para o Icex comer, depois fomos esperar o ônibus, e aí já começou a crise incontrolável de risos. A partir de hoje, adotei um novo jeito de bater pezinho!
Um recado sábio dos Beatles para o mundo: Everybody’s got something to hide, except for me and my monkey!
Hoje estou me sentindo mais musical que o normal. E isso não é pouco! Também estou me sentindo mais inteligente. Mas isso é porque eu tirei o dia para fazer auto-exaltação. Uma atividade bem saudável... recomendo!
Às vezes eu tenho uns flashs de sentimento de auto-suficiencia que não sei explicar (até porque isso parece muito estranho para alguém como eu). Bem, são passageiros, anyway. Mas têm sua utilidade para a manutenção do meu humor.
Estranho né? Parece que eu mudei completamente depois que escrevi as três frases de abertura desse post...
É um tipo estranho de paz... um que acho que nunca senti antes. Meio turbulenta e com certeza perturbadora, mas linear. Como se houvesse alguma forma de me sentir segura no meio dessa bagunça. Acho que enxergo coisas ao horizonte. E sei que ainda vou sentir coisas péssimas... mas whatever. No momento, não me importo.
►Hoje começou uma nova era! A Idade da Flor Média!
terça-feira, 3 de junho de 2008
Diga não ao sim!
Para formar uma frase compreensível, tudo que eu preciso é de um sujeito, um verbo e um predicado. Com o nosso arsenal de palavras da íngua portuguesa (que não é tão grande, mas é, pelo menos, curioso), podemos formar infinitas combinações, infinitas frases. Seria como infinito fatorial. Então, pensa comigo.........................................
Obrigada.
Agora veja: quem foi que elegeu quais são as combinações mais relevantes, digamos assim? Porque, com certeza, se eu escolher as minhas palavras e disser “Comi elefante ao molho de parafusos”, ninguém vai me levar a sério.
A questão é que, no mundo só de palavras, sem que elas estejam necessariamente ligadas a uma coisa viva e “real”, como os positivistas adoram acreditar, não existe o sentido. Mas se não há sentido, não precisamos de palavras. Mas se não temos palavras, como vamos atribuir sentidos? Mas porque atribuímos sentidos quando tudo que precisamos é olhar para o mundo e, de certa forma, deal with it.
Pois é... linguagem é arbitrária.
Às vezes ela até me parece uma instância metafísica.
E a sua principal utilidade é, de fato, ocupar o meu tempo, me dar motivo para pensar em alguma coisa que não sou eu: o meu instrumento para ser eu.
O mundo é para mim simplesmente essas frases formuladas em forma de causa e conseqüência.
Vejamos... temos um fenômeno. Um menino chuta uma bola. Uma bola foi chutada por um menino. O chute do menino atingiu a bola. A do chute bola uma menino um.
Arbitrariamente, eu escolhi a primeira frase. Porque ela me soou mais bonitinha quem sabe, ou seja lá qual for o motivo. Digamos que você escolheu a segunda, porque você estava gostando muito dessa bola, e achou uma tremenda covardia um menino chutar tão cruelmente o objeto do seu amor.
E não é que em milissegundos, o meu mundo se tornou completamente diferente do seu? Então digamos que a frase é outra. Digamos que é AQUELA frase. A frase que vai definir quem você é, que vai definir as suas intenções, que vai posicionar você diante do mundo e cuidar de você, te mostrar e te proteger. Só no seu mundo, é claro. No mundo dos outros a sua frase pode estar te denunciando, queimando seu filme, ameaçando, sacaneando, vingando, te transformando num filho da puta ou num panaca.
Nós nos espelhamos no mundo para formular quem somos. Mas quem somos só existe no nosso próprio mundo. É uma ironia simpática. Nunca mais entre na ilusão de acreditar que você é o que acreditam de você.
But then again... tudo que eu usei nesse texto para acabar dizendo isso foram palavras. Tão incompreensivelmente conceituais e simbólicas quanto qualquer outra. Em outras “palavras”, não me leve a sério... eu posso ter dito algo absurdo. Melhor eu voltar ao meu prato de elefante ao molho de parafusos.
►Um minuto de sua atenção............................................... Obrigada.
Obrigada.
Agora veja: quem foi que elegeu quais são as combinações mais relevantes, digamos assim? Porque, com certeza, se eu escolher as minhas palavras e disser “Comi elefante ao molho de parafusos”, ninguém vai me levar a sério.
A questão é que, no mundo só de palavras, sem que elas estejam necessariamente ligadas a uma coisa viva e “real”, como os positivistas adoram acreditar, não existe o sentido. Mas se não há sentido, não precisamos de palavras. Mas se não temos palavras, como vamos atribuir sentidos? Mas porque atribuímos sentidos quando tudo que precisamos é olhar para o mundo e, de certa forma, deal with it.
Pois é... linguagem é arbitrária.
Às vezes ela até me parece uma instância metafísica.
E a sua principal utilidade é, de fato, ocupar o meu tempo, me dar motivo para pensar em alguma coisa que não sou eu: o meu instrumento para ser eu.
O mundo é para mim simplesmente essas frases formuladas em forma de causa e conseqüência.
Vejamos... temos um fenômeno. Um menino chuta uma bola. Uma bola foi chutada por um menino. O chute do menino atingiu a bola. A do chute bola uma menino um.
Arbitrariamente, eu escolhi a primeira frase. Porque ela me soou mais bonitinha quem sabe, ou seja lá qual for o motivo. Digamos que você escolheu a segunda, porque você estava gostando muito dessa bola, e achou uma tremenda covardia um menino chutar tão cruelmente o objeto do seu amor.
E não é que em milissegundos, o meu mundo se tornou completamente diferente do seu? Então digamos que a frase é outra. Digamos que é AQUELA frase. A frase que vai definir quem você é, que vai definir as suas intenções, que vai posicionar você diante do mundo e cuidar de você, te mostrar e te proteger. Só no seu mundo, é claro. No mundo dos outros a sua frase pode estar te denunciando, queimando seu filme, ameaçando, sacaneando, vingando, te transformando num filho da puta ou num panaca.
Nós nos espelhamos no mundo para formular quem somos. Mas quem somos só existe no nosso próprio mundo. É uma ironia simpática. Nunca mais entre na ilusão de acreditar que você é o que acreditam de você.
But then again... tudo que eu usei nesse texto para acabar dizendo isso foram palavras. Tão incompreensivelmente conceituais e simbólicas quanto qualquer outra. Em outras “palavras”, não me leve a sério... eu posso ter dito algo absurdo. Melhor eu voltar ao meu prato de elefante ao molho de parafusos.
►Um minuto de sua atenção............................................... Obrigada.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Verborragia patológica.
Ainda me falta o que há de sobra. Ainda me falta o detalhe de sempre.
Será que existe aquilo que nunca se viu na vida?
Fiz coisas erradas hoje. Porque eu pensei de forma errada.
Eu devia ter colocado as causas antes das conseqüências.
Eu junto as forças em uma bolinha concentrada de controle... mas basta um desvio rápido de olhar para me desmoronar.
Agora eu devia estar dormindo, mas não quero dar os fatos por acabados. Queria poder ainda fazer alguma coisa.
Acabei de terminar o livro... ele sempre esteve morto, comigo e para mim.
Assim como eu, termina em vazio. Termina em falta do que há de sobra, em falta do detalhe de sempre.
Para mim falta um brilho.
Para a minha vida, falta um reflexo.
Para minha cabeça falta analgésico.
Para meus olhos falta escuridão.
Se quando eu chegar no fim ainda for apenas uma eu, como vou fazer? Eu não tenho praias ou casas, não tenho um gato, não tenho esse tipo de memórias. Tenho um álbum de fotos falsas, tenho uma representação proposicional. Mas não tenho o ter.
Eu estou fazendo um experimento com você... e estou perdendo para mim mesma.
Eu acredito em verdades completas. Mas no fundo sei que a verdade é inventada no momento da fala. São tantos mundos que eu não faço parte... quem sabe nem chegue a fazer algum dia.
O vendaval entrou em mim, bagunçou tudo, me fez outra pessoa e me deixou sozinha na poeira.
Por que eu sinto que não há propósito em abrir os olhos para a vida?
Não me importo mais se as cartas empilhadas vão insistir em desmoronar. Eu vou derruba-las eu mesma... se não posso me vencer, vou me juntar a mim.
E mais um mundo vai pras cucuias. Mais uma vez sinto aquela familiar impressão de que nada mais virá.
Mas sei como essas coisas são.
Amanha vou ter mais surpresas.
Aula do Gauer hoje foi uma das melhores EVER! Sinto uma leve tristeza porque a matéria está acabando... já estou vendo como eu vou entojar esse cara semestre que vem...
Parece que estou em um momento de necessidade de conversa. Trinta e oito posts em um mês são a evidencia disso. Nunca conversei tanto (comigo e com os outros) sobre mim. Por que será que estou sentindo essa vontade de me jogar para fora de mim? Parece que eu não quero mais ser essa eu de sempre.
►Que saudade do que nunca houve...
Será que existe aquilo que nunca se viu na vida?
Fiz coisas erradas hoje. Porque eu pensei de forma errada.
Eu devia ter colocado as causas antes das conseqüências.
Eu junto as forças em uma bolinha concentrada de controle... mas basta um desvio rápido de olhar para me desmoronar.
Agora eu devia estar dormindo, mas não quero dar os fatos por acabados. Queria poder ainda fazer alguma coisa.
Acabei de terminar o livro... ele sempre esteve morto, comigo e para mim.
Assim como eu, termina em vazio. Termina em falta do que há de sobra, em falta do detalhe de sempre.
Para mim falta um brilho.
Para a minha vida, falta um reflexo.
Para minha cabeça falta analgésico.
Para meus olhos falta escuridão.
Se quando eu chegar no fim ainda for apenas uma eu, como vou fazer? Eu não tenho praias ou casas, não tenho um gato, não tenho esse tipo de memórias. Tenho um álbum de fotos falsas, tenho uma representação proposicional. Mas não tenho o ter.
Eu estou fazendo um experimento com você... e estou perdendo para mim mesma.
Eu acredito em verdades completas. Mas no fundo sei que a verdade é inventada no momento da fala. São tantos mundos que eu não faço parte... quem sabe nem chegue a fazer algum dia.
O vendaval entrou em mim, bagunçou tudo, me fez outra pessoa e me deixou sozinha na poeira.
Por que eu sinto que não há propósito em abrir os olhos para a vida?
Não me importo mais se as cartas empilhadas vão insistir em desmoronar. Eu vou derruba-las eu mesma... se não posso me vencer, vou me juntar a mim.
E mais um mundo vai pras cucuias. Mais uma vez sinto aquela familiar impressão de que nada mais virá.
Mas sei como essas coisas são.
Amanha vou ter mais surpresas.
Aula do Gauer hoje foi uma das melhores EVER! Sinto uma leve tristeza porque a matéria está acabando... já estou vendo como eu vou entojar esse cara semestre que vem...
Parece que estou em um momento de necessidade de conversa. Trinta e oito posts em um mês são a evidencia disso. Nunca conversei tanto (comigo e com os outros) sobre mim. Por que será que estou sentindo essa vontade de me jogar para fora de mim? Parece que eu não quero mais ser essa eu de sempre.
►Que saudade do que nunca houve...
Divisores indefiníveis.
Eu vivo simultaneamente em dois mundos. Enquanto vejo as coisas acontecendo de uma forma, elas acontecem de outra na minha cabeça. Até aí tudo bem. Mas e quando os fatos de dentro da minha cabeça afetam a minha percepção do que é real mais do que o que os meus olhos enxergam? Digamos que eu posso criar uma visão meio torta do mundo, ou que eu posso fazer loucuras. O caminho para isso é sutil.
O que mais me irrita é que eu tenho consciência dessa interferência entre noções mentais e perceptuais que eu tenho das coisas. Então eu nunca sei se devo apenas seguir meus olhos e ouvidos ou se devo enfeitar o mundo com as minhas invenções quase nunca racionais.
Seria tão bom se fosse assim... mas e se for? Porque a partir disso e daquilo, pode ser que seja. Mas e aquilo também? Deve significar algo maior que isso, algo além, algo escondido que eu tenho que entender... mas o que é? Se eu for seguir essa linha e aquilo que já aconteceu naquele dia, quem sabe possa significar essa coisa horrorosa que eu vou detestar se for assim... mas também, se eu me basear naquele e naquele outro momento, isso tudo pode significar exatamente o que eu quero que signifique e, de alguma forma louca, tudo vai dar no que eu quero que dê, e eu vou ter meu desejo de 13:13 realizado!
De verdade, nesses momentos em que eu não sou eu, como agora, dá pra ficar louco só lendo o meu raciocínio cíclico, romântico, delirante e frustrado. Quando eu não sou eu, eu vejo como eu sou uma pessoa cíclica, romântica, delirante e frustrada.
E quando um sonho entra nesse meio? Sei que o sonho não é real e sei que gostaria muito. E como a minha racionalidade falaciosa sempre arruma voltas argumentativas para provar que está correta, eu acabo me convencendo de que, um dia, o sonho vai acontecer.
Frustrada... eu sempre tento pensar antecipadamente: não é o que você pensa, isso não vai acontecer, não precisa ficar esperando que aconteça, não é o que você pensa... para de querer isso AGORA! Para! Pode parar! Não, não termine esse pensamento! Nem sequer pense em imaginar isso! Porra! Para de pensar no que só vai te fazer sofrer depois... para de querer o que não vai ter! Mas que bosta! Você é mais teimosa que uma mula!
Eu posso chegar a pensar que esqueci de querer... imbecilidade minha. No fim do dia, me deparo mais uma vez com a minha racionalidade furada e percebo o quanto a verdade é mais seca e sólida. Que não existem essas voltas que eu dei para tentar me convencer. Que é apenas o que é. É só o fato, é só o momento.
O meu maior problema é saber que eu estou completamente errada mesmo tendo todos os motivos (aparentemente óbvios para mim) para acreditar que estou certa.
Sendo assim, sabendo que já não posso discutir argumentos comigo mesma porque meu dado é viciado, eu não posso mais tentar basear nenhuma das minhas ações em racionalidade. Não posso mais tentar calcular no que alguma coisa vai resultar. Saio agindo compulsivamente e inconsequentemente por aí. Depois me acabo de ódio por ter feito isso ou aquilo, porque obviamente eu estava sendo precipitada e idiota e isso pode acabar com todas as minhas chances de ver o meu desejo de 13:13 acontecendo de verdade.
Mas fazer o que? Agora tenho uma explicação para o fato: eu não sei pensar em conseqüências do que falo ou faço.
Agora que eu não sou eu, consigo ver as coisas que não deveria ter feito, que não deveria ter dito. Mas o meu eu - lírico não pode sair por aí vivendo a minha vida.
Eu só queria ser assertiva. Queria esquecer esse meu medo de expor a minha eu oculta (a minha eu não-eu), e simplesmente deixar que os meus desejos e intenções sejam claros e transparentes. Que as pessoas me conhecessem pela minha essência e não pelo meu comportamento viciado. Porque só assim eu poderia ter certeza de que as pessoas gostam de mim por eu ser eu, pura e simplesmente.
Discurso de gente carente, né? Parece, mas para mim (tipo dois típico), apesar das palavras parecerem bobas e infantis, o que elas carregam por trás é na verdade exatamente o maior foco de sofrimento da vida.
►Tem um labirinto na minha alma, nunca explorado, nunca desvendado. Estou suspensa em papel, perdida na vida, me alimentando de emoções.
domingo, 1 de junho de 2008
Retronograma.
Sábado: acordei mais tarde que o normal para um sábado. Continuei mais algumas várias horas na cama, lendo coisas variadas e todas igualmente prazerosas. Quando já estava tarde demais para estar na cama, me levantei e me aprontei para ir pro francês. Vi que o carro estava sem gasolina e eu tive que pegar a fila do posto do Carrefour antes de tomar o caminho pra BH. Isso nos custou exata meia hora cantando na falta de som no carro. Quando chegamos lá, descobrimos que não ia ter aula. Ri internamente. Mas foi bom, porque nos planos do dia, tínhamos agendado a ida ao Itaú para comprar um presente de casamento para a Tia Cida e o Carlos em conjunto com o Erick e a Raquel. Nisso, excluí qualquer possibilidade de ir ao churrasco do Schieber, que começaria duas da tarde e terminaria as nove (tendo a compra do presente, o casamento da Tia Cida e o tempo necessário para me arrumar, e ainda tendo que descobrir onde ficava o tal do sitio, eu acabaria ficando lá meia hora se tivesse sorte). Então almoçamos besteira (comi a minha cota anual de junk food) e fomos comprar o presente (tarefa permeada de conversas importantes, atualizações de casos com a Raquel e historias hilárias com Erick). Quando estávamos voltando para casa já eram cinco da tarde. Me arrumei elegantemente para o casamento (cara, eu me pegava! Não é por nada não, mas eu tava bem bonita com o meu super vestidinho preto! =D) e fomos... Era o casamento da Tia Cida, mãe da Diva. O engraçado é que todos nós não mais consideramos a Tia Cida como mãe de uma amiga... ela já é uma amiga por si só. Adooooro aquela mulher! A festa foi um máximo. Estavam todos bótimos, a Cidinha tava radiantemente feliz e linda. Ela é uma diva entre Divas (a mãe e a filha se chamam Diva, acho ótimo!). Teve momentos tensos, como era de se esperar. Mas o clima não ficou muito pesado hora nenhuma. No fim foi uma festa ótima! Voltamos de carona com o Coacci e o Johnny (eu e Lali). Comentamos os momentos do dia e fomos dormir.
Domingo: acordei às dez e meia num pulo. Eu deveria ter acordado uma hora antes para levar o almoço do meus avós e para ir à casa do Fefs (tínhamos combinado de jogar Rpg e eu disse que chegaria bem cedo). Corri como nunca para arrumar o meu quarto e a minha aparência. Logo estava saindo de casa. Passei nos meus avós e de lá fui para o Eldorado. Quando cheguei lá no Fefs’ encontrei todos (o próprio, Theus, Cherem, Tomaz, João) de pijama (e o Coacci que estava indo embora). Então logo começamos a jogar. Eu estava meio atrasada na aventura devido às varias vezes que eles jogaram e eu não pude comparecer. Enquanto todos os personagens estão no nível 4 eu estou no 2, com 8 pontos de vida e ridiculamente fraca... mas não ligo. Me divirto horrores só por estar lá. Ri até quase explodir na hora que o Theus e o João começaram a encenar as magias e exorcismos e ressurreições e penitências divinas (e os problemas de amígdalas). Tomaz e Theus foram embora as quatro (sim, jogamos direto de onze da manhã até as quatro da tarde). Eu, João e Cherem continuamos lá conversando sobre avulsidões com o Fefs e comendo o macarrão muito bom da mãe dele. Voltamos para casa (eu dando carona para Cherem até o metrô e para o João até a casa dele, porque é extremamente perto).
E agora estou aqui, lendo meu livro de estimação (ou melhor, tendo orgasmos com ele), ignorando o fato de que tenho dois livros para ler para um seminário terça feira... não que eu não queira ler porque o tema do seminário vai ser muito bom, mas eu não estou muito a fim de trocar de leitura nesse momento por motivos óbvios; rindo das pesquisas de opinião extremamente tendenciosas do Fantástico (pergunta de hoje: você encontra um bilhete de loteria... se você procura o dono disque tal; se você acha que achado não é roubado e que o bilhete é um presente da sorte para você, disque tal... me parece absurdo que as pessoas não percebam esse tipo de coisa...); olhando inutilmente para a tela do computador porque eu já sabia que não encontraria nada de novo ou crucial para a vida aqui. Mas escrever é uma das coisas gostosas de se fazer no mundo.
Amanha: não terei aula de manha cedo... devo me dar o direito de dormir um pouco mais. Mas ainda vou usar esse tempo livre pela manha para estudar para o seminário de terça. A aula de experimental de amanhã é um dos poucos motivos para me empolgar. Gostaria muito de conseguir passar pelos dias com uma certa neutralidade interna, sem chegar a um humor muito básico ou muito ácido. Mas sei que assim que as coisas acontecerem, eu começo a me afetar mais do que devia. Essa é a minha rotina emocional... quem dera se eu fosse uma pedra (não exatamente no sentido em que o Fefs já foi).
►Me lembrando do futuro... e, a cada página, transbordando de alegria.
Domingo: acordei às dez e meia num pulo. Eu deveria ter acordado uma hora antes para levar o almoço do meus avós e para ir à casa do Fefs (tínhamos combinado de jogar Rpg e eu disse que chegaria bem cedo). Corri como nunca para arrumar o meu quarto e a minha aparência. Logo estava saindo de casa. Passei nos meus avós e de lá fui para o Eldorado. Quando cheguei lá no Fefs’ encontrei todos (o próprio, Theus, Cherem, Tomaz, João) de pijama (e o Coacci que estava indo embora). Então logo começamos a jogar. Eu estava meio atrasada na aventura devido às varias vezes que eles jogaram e eu não pude comparecer. Enquanto todos os personagens estão no nível 4 eu estou no 2, com 8 pontos de vida e ridiculamente fraca... mas não ligo. Me divirto horrores só por estar lá. Ri até quase explodir na hora que o Theus e o João começaram a encenar as magias e exorcismos e ressurreições e penitências divinas (e os problemas de amígdalas). Tomaz e Theus foram embora as quatro (sim, jogamos direto de onze da manhã até as quatro da tarde). Eu, João e Cherem continuamos lá conversando sobre avulsidões com o Fefs e comendo o macarrão muito bom da mãe dele. Voltamos para casa (eu dando carona para Cherem até o metrô e para o João até a casa dele, porque é extremamente perto).
E agora estou aqui, lendo meu livro de estimação (ou melhor, tendo orgasmos com ele), ignorando o fato de que tenho dois livros para ler para um seminário terça feira... não que eu não queira ler porque o tema do seminário vai ser muito bom, mas eu não estou muito a fim de trocar de leitura nesse momento por motivos óbvios; rindo das pesquisas de opinião extremamente tendenciosas do Fantástico (pergunta de hoje: você encontra um bilhete de loteria... se você procura o dono disque tal; se você acha que achado não é roubado e que o bilhete é um presente da sorte para você, disque tal... me parece absurdo que as pessoas não percebam esse tipo de coisa...); olhando inutilmente para a tela do computador porque eu já sabia que não encontraria nada de novo ou crucial para a vida aqui. Mas escrever é uma das coisas gostosas de se fazer no mundo.
Amanha: não terei aula de manha cedo... devo me dar o direito de dormir um pouco mais. Mas ainda vou usar esse tempo livre pela manha para estudar para o seminário de terça. A aula de experimental de amanhã é um dos poucos motivos para me empolgar. Gostaria muito de conseguir passar pelos dias com uma certa neutralidade interna, sem chegar a um humor muito básico ou muito ácido. Mas sei que assim que as coisas acontecerem, eu começo a me afetar mais do que devia. Essa é a minha rotina emocional... quem dera se eu fosse uma pedra (não exatamente no sentido em que o Fefs já foi).
►Me lembrando do futuro... e, a cada página, transbordando de alegria.
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