Eu não estou bem. Meus sorrisos tem sido uma grande conquista ou um grande esquecimento. Uma pequena vitória. Mas eu já estou me cansando. Me cansando não porque não quero sorrir, mas porque não quero mais ter que sorrir. Eu não sei pedir ajuda. Sei menos ainda quando acho que pedir ajuda é egoísmo, que eu não deveria mesmo ser prioridade. Mas o fato de eu nunca ser a prioridade de alguém me mata. Quem sabe eu só precisasse falar dessas coisas para alguém que apenas me ouviria. Não daria palpite, não saberia de quem ou o do que estou falando.
Eu não estou bem. As alegrias a que me agarrei para sair de certas tristezas estão se desmanchando. Eu estou ficando para trás. Eu morro de medo desse estado paralisado meu de ser, mas juro que não quero me mover daqui. Às vezes eu animo mais para prestigiar quem eu amo que por animar de verdade.
Eu não sou prioridade nem para mim mesma. Mesmo quando eu sou egoísta, mesmo quando eu só penso em mim... mesmo quando a minha visão do mundo é viciada.
Essa falta de chão está me transformando num bicho encolhido de pelos arrepiados.
Sabe o que me salva disso tudo? Me matar de cansaço, sentir que me esforço por algo, ver o fruto do meu esforço e me perder dentro de um sonho baseado em uma imagem ideal de falsa felicidade.
►Dia guiado por Vivaldi - Winter
sábado, 30 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Pânico!
Tudo que reclamei até agora foi apenas uma previa branda do que vem pela frente. E agora veremos o que realmente é a “Tia Pó” no limite do desespero e do pânico geral.
Sabe aquele fôlego que se toma antes de pular na piscina? E quando não se sabe lá nadar muito bem... me sinto assim, enchendo o pulmão aos poucos. Mas não posso demorar demais para pular. O que quer dizer que já estou atrasada.
Existem dois tipos de reação ao pânico: a paralisia que se assemelha à reação de alguns animais de “fingir-se de morto”, ou a descarga repentina de adrenalina... o famoso “CORRE NEGADA!”.
Bem, no meu caso de situação de pânico, a única resposta é correr até perder as forças nas pernas.
Como eu disse para a Tayane hoje: meu objetivo é mesmo muito longe da minha realidade. Mas sem ele eu vou acabar ficando parada. Tenho que sonhar alto para ter certeza de que vou fazer pelo menos metade do que me proponho. O melhor é que eu me RECUSO a aceitar menos que noventa por cento do que me proponho. Por que? Porque eu quero ser foda! Eu quero ser alguém que eu mesma babaria o ovo horrores. Quero sim um Dr. na frente do nome e vou sim me sentir um máximo por isso, e vou sim me gabar para os reles mortais! MUAHAHAHAHA!
Mas enfim... mas que dia FUDIDO foi esse meu dia de hoje, viu?
►Diagnóstico: workaholic de marca avançada. Prognóstico: enquanto for esse o meu caminho para a auto-realização, sem esperanças de mudança.
Sabe aquele fôlego que se toma antes de pular na piscina? E quando não se sabe lá nadar muito bem... me sinto assim, enchendo o pulmão aos poucos. Mas não posso demorar demais para pular. O que quer dizer que já estou atrasada.
Existem dois tipos de reação ao pânico: a paralisia que se assemelha à reação de alguns animais de “fingir-se de morto”, ou a descarga repentina de adrenalina... o famoso “CORRE NEGADA!”.
Bem, no meu caso de situação de pânico, a única resposta é correr até perder as forças nas pernas.
Como eu disse para a Tayane hoje: meu objetivo é mesmo muito longe da minha realidade. Mas sem ele eu vou acabar ficando parada. Tenho que sonhar alto para ter certeza de que vou fazer pelo menos metade do que me proponho. O melhor é que eu me RECUSO a aceitar menos que noventa por cento do que me proponho. Por que? Porque eu quero ser foda! Eu quero ser alguém que eu mesma babaria o ovo horrores. Quero sim um Dr. na frente do nome e vou sim me sentir um máximo por isso, e vou sim me gabar para os reles mortais! MUAHAHAHAHA!
Mas enfim... mas que dia FUDIDO foi esse meu dia de hoje, viu?
►Diagnóstico: workaholic de marca avançada. Prognóstico: enquanto for esse o meu caminho para a auto-realização, sem esperanças de mudança.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Antes de mais nada, qualquer coisa.
Estou aqui odiando quem não me fez nada de errado numa boa. Um pouco de ódio direcionado para um rosto concreto não faz mal a ninguém. E é claro que eu, como boa pseudo-psicanalista (e bota pseudo nisso) que sou, sei do caráter transferencial desse ódio que comecei a nutrir por outrem. Mas como eu disse hoje, não é ódio, é incômodo. E tem uma pontinha de inveja aí também. Mas isso é o de menos.
Bem, tive um sonho inusitado (e bem esquisito por assim dizer). Sonhos são como esses desejos ou idéia malucas que temos, mas que não fomos nós mesmos que criamos. É como um filme que eu assisti ontem sobre mim mesma e a minha vida.
Tem uma pessoa fazendo uma das minhas matérias que irritantemente me lembra uma outra pessoa que já não vejo há tempos... irritantemente porque é muito, mas muito parecido! Pessoas tão parecidas assim deveriam se eliminar mutuamente, ou unir as forças para formar uma única existência que acumula tal conjunto de características. Essas pessoas parecidas que não têm ligações aparentes entre si perturbam a ontologia do meu mundo. E bem, essas lembranças que essa pessoa trás junto durante essas aulas não são exatamente aquelas lembranças que se gosta de visitar toda terça e quinta durante uma hora e quarenta...
E falando nessa aula, descobri o motivo da tal preguiça. Os assuntos são interessantes e a matéria é muito boa. Mas eu não estava me vendo empolgada com ela e não sabia ao certo por que. Tentei achar motivos em todos os lugares, mas descobri por fim que eu estou é cansada desses assuntos que surgem durante a aula. São assuntos legais, mas que eu já moí e remoí há anos. Hoje me senti aquela criancinha prodígio no fundo da sala que já sabe o teorema de Pitágoras de cor enquanto os colegas estão lutando para aprender a divisão por dois algarismos.
E as tarefas que me desafiam: pelo menos uma coisa me impulsionando para frente. Porque eu preciso arrumar alguma forma de me superar para me provar competente. E sem isso, bem... vou acabar me institucionalizando como um lixo de gente. A mosca que pousou no coco do cavalo do vilão que morreu na primeira cena do filme.
Ah, e o meu impulso a desenhar voltou! Eu tinha passado uns bons três ou quatro meses sem desenhar nada, nem um risquinho simpático. Muito porque estava me sentindo empacada no tempo e improdutiva, também porque meu humor esteve totalmente instável. Mas é só eu arrumar motivação e perguntas desafiadoras para ferver os miolos que começo a me dedicar a aparências e belezas à minha volta. Como a minha imagem no espelho, a minha letra, e os desenhos alternados entre as paginas de matéria do meu caderno (que eu mesma fiz). Meu caderno costuma ter um peso simbólico a mais. E desenho é sempre bom para evitar a loucura durante aulas como as que tive hoje. Não é por nada não... as matérias são boas e os professores são fodas, mas hoje eu estava cognitivamente inferior à minha média e os professores estavam me fazendo o favor de não calar a boca um segundo... precisei sublimar e me transportar para outras dimensões em alguns momentos.
Depois que resolvi parar de fazer drama, não estou mais tão incomodada como estava há algumas semanas. Às vezes me deparo com esses impasses, mas eu sei muito bem da minha parcela de culpa nessas minhas crises de depressão superficial. Tudo vem do estilo de vida e de personalidade que acabei adotando aos poucos e que não consigo largar tão fácilmente sem ter uma outra identidade step para substituir instantaneamente. Como aconteceu com essa revolução no meu comportamento e pensamento quanto a assuntos de responsabilidade e dedicação. Mas vamos com uma grande mudança de cada vez. Se não, posso acabar não sendo mais eu de um dia pro outro.
E bem, no mundo há pessoas e pessoas... eu geralmente baseio os meus dias, meses, anos e eras nas pessoas que se fazem presentes (mesmo que em alguma épocas como essa agora eu passe a menosprezar as relações que estabeleço com as pessoas à minha volta). Essa é mais uma fase da minha vida que carrega meu próprio nome. Claro que com candidatos a subtítulo (e na votação parece que temos um subtítulo campeão), mas sou eu a personagem principal chata e moralista que só aparece em cena para dar continuidade e sentido às cenas brilhantemente interpretadas pelos vilões. Mas eu ainda sou a personagem principal e esse papel ninguém me tira!
►Eis o meu amigo bom humor: ele me dá o poder de falar com sarcasmo daquilo que empipoca a minha cabeça ao decorrer do dia.
Bem, tive um sonho inusitado (e bem esquisito por assim dizer). Sonhos são como esses desejos ou idéia malucas que temos, mas que não fomos nós mesmos que criamos. É como um filme que eu assisti ontem sobre mim mesma e a minha vida.
Tem uma pessoa fazendo uma das minhas matérias que irritantemente me lembra uma outra pessoa que já não vejo há tempos... irritantemente porque é muito, mas muito parecido! Pessoas tão parecidas assim deveriam se eliminar mutuamente, ou unir as forças para formar uma única existência que acumula tal conjunto de características. Essas pessoas parecidas que não têm ligações aparentes entre si perturbam a ontologia do meu mundo. E bem, essas lembranças que essa pessoa trás junto durante essas aulas não são exatamente aquelas lembranças que se gosta de visitar toda terça e quinta durante uma hora e quarenta...
E falando nessa aula, descobri o motivo da tal preguiça. Os assuntos são interessantes e a matéria é muito boa. Mas eu não estava me vendo empolgada com ela e não sabia ao certo por que. Tentei achar motivos em todos os lugares, mas descobri por fim que eu estou é cansada desses assuntos que surgem durante a aula. São assuntos legais, mas que eu já moí e remoí há anos. Hoje me senti aquela criancinha prodígio no fundo da sala que já sabe o teorema de Pitágoras de cor enquanto os colegas estão lutando para aprender a divisão por dois algarismos.
E as tarefas que me desafiam: pelo menos uma coisa me impulsionando para frente. Porque eu preciso arrumar alguma forma de me superar para me provar competente. E sem isso, bem... vou acabar me institucionalizando como um lixo de gente. A mosca que pousou no coco do cavalo do vilão que morreu na primeira cena do filme.
Ah, e o meu impulso a desenhar voltou! Eu tinha passado uns bons três ou quatro meses sem desenhar nada, nem um risquinho simpático. Muito porque estava me sentindo empacada no tempo e improdutiva, também porque meu humor esteve totalmente instável. Mas é só eu arrumar motivação e perguntas desafiadoras para ferver os miolos que começo a me dedicar a aparências e belezas à minha volta. Como a minha imagem no espelho, a minha letra, e os desenhos alternados entre as paginas de matéria do meu caderno (que eu mesma fiz). Meu caderno costuma ter um peso simbólico a mais. E desenho é sempre bom para evitar a loucura durante aulas como as que tive hoje. Não é por nada não... as matérias são boas e os professores são fodas, mas hoje eu estava cognitivamente inferior à minha média e os professores estavam me fazendo o favor de não calar a boca um segundo... precisei sublimar e me transportar para outras dimensões em alguns momentos.
Depois que resolvi parar de fazer drama, não estou mais tão incomodada como estava há algumas semanas. Às vezes me deparo com esses impasses, mas eu sei muito bem da minha parcela de culpa nessas minhas crises de depressão superficial. Tudo vem do estilo de vida e de personalidade que acabei adotando aos poucos e que não consigo largar tão fácilmente sem ter uma outra identidade step para substituir instantaneamente. Como aconteceu com essa revolução no meu comportamento e pensamento quanto a assuntos de responsabilidade e dedicação. Mas vamos com uma grande mudança de cada vez. Se não, posso acabar não sendo mais eu de um dia pro outro.
E bem, no mundo há pessoas e pessoas... eu geralmente baseio os meus dias, meses, anos e eras nas pessoas que se fazem presentes (mesmo que em alguma épocas como essa agora eu passe a menosprezar as relações que estabeleço com as pessoas à minha volta). Essa é mais uma fase da minha vida que carrega meu próprio nome. Claro que com candidatos a subtítulo (e na votação parece que temos um subtítulo campeão), mas sou eu a personagem principal chata e moralista que só aparece em cena para dar continuidade e sentido às cenas brilhantemente interpretadas pelos vilões. Mas eu ainda sou a personagem principal e esse papel ninguém me tira!
►Eis o meu amigo bom humor: ele me dá o poder de falar com sarcasmo daquilo que empipoca a minha cabeça ao decorrer do dia.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Aujourd'hui
O dia se divide em dois. Flutuação, aceitação, negligência, esquecimento, desimportância, liberdade ao puro pensamento vicioso versus verdade, fato, parede que se coloca entre mim e o meu campo de alcance, pressão baixa, cansaço.
O dia foi ótimo! Mas eu? Eu estou apenas me jogando de lá pra cá numa mesa de sinuca, testando a minha sorte. E se eu tiver sorte o bastante, não vou cair em nenhum dos buracos.
Me perturba apenas o fantasma de pedidos que fiz ao relógio.
Ele e mais todas essas coisas que posso listar sem tomar fôlego. Mas nenhuma dessas coisas realmente me paralisa. Na verdade elas me empurram para frente.
Todas menos esse fantasma...
Então considera-se este o meu único real incômodo. Do qual quero mas não quero me livrar.
Nesse ultimo ano fui obrigada a me trancar num quarto comigo mesma e, de alguma forma, aprender a me engalobar, a me magoar, a me irritar, a me perdoar e a me sustentar. Até agora não posso dizer que estou perto de completar o projeto, mas pelo menos estou aqui, colocando-o em prática.
►Madness is like gravity... all you need is a little push.
O dia foi ótimo! Mas eu? Eu estou apenas me jogando de lá pra cá numa mesa de sinuca, testando a minha sorte. E se eu tiver sorte o bastante, não vou cair em nenhum dos buracos.
Me perturba apenas o fantasma de pedidos que fiz ao relógio.
Ele e mais todas essas coisas que posso listar sem tomar fôlego. Mas nenhuma dessas coisas realmente me paralisa. Na verdade elas me empurram para frente.
Todas menos esse fantasma...
Então considera-se este o meu único real incômodo. Do qual quero mas não quero me livrar.
Nesse ultimo ano fui obrigada a me trancar num quarto comigo mesma e, de alguma forma, aprender a me engalobar, a me magoar, a me irritar, a me perdoar e a me sustentar. Até agora não posso dizer que estou perto de completar o projeto, mas pelo menos estou aqui, colocando-o em prática.
►Madness is like gravity... all you need is a little push.
domingo, 24 de agosto de 2008
O sistema
Então eu me deparei de repente com a grandiosidade de ser alguém no mundo, ou melhor, de tentar ser alguém no mundo. Não é mais algo que eu faço para mim mesma, mas algo que faço para me provar para aqueles que eu nem sei ao certo se existem. Mas se eu me deixar guiar pela minha veia solipsista, morro de fome e frustração social (e chego a acreditar que o segundo é mais grave).
O meu melhor não é bom o suficiente. Pelo menos não para mim. Mas isso é tudo pelo medo que senti de repente ao encarar o peso que terei de assumir em pouco tempo.
Tudo começou em uma aula do Lincoln. Quando fui obrigada a me perguntar se eu tenho esse dom e essa postura que admiro tanto em minha mãe, em meus tutores, nessas pessoas que saio venerando por aí. Às vezes tenho uma idéia tão fraca e lerda de mim mesma. Não se trata mais de me satisfazer com as conquistas que vieram de graça e sem querer, mas correr atrás das coisas assumindo o risco de não conseguir alcançar.
Detesto isso, mas vou ter que me tornar uma pessoa mais fria com o mundo.
Quem sabe eu possa selecionar situações para ser livre, para ser ingênua, fraca, passiva, flutuante no tempo.
Sinto-me como se tivesse tomado uma dinamite pangaláctica: sensação de ter o cérebro comprimido por uma fatia de limão e uma barra de ouro.
►Diz-se que quando descobrirmos os segredos do universo, este deixará de existir e será substituído por algo muito mais complexo. Muitos acreditam que isso já aconteceu.
O meu melhor não é bom o suficiente. Pelo menos não para mim. Mas isso é tudo pelo medo que senti de repente ao encarar o peso que terei de assumir em pouco tempo.
Tudo começou em uma aula do Lincoln. Quando fui obrigada a me perguntar se eu tenho esse dom e essa postura que admiro tanto em minha mãe, em meus tutores, nessas pessoas que saio venerando por aí. Às vezes tenho uma idéia tão fraca e lerda de mim mesma. Não se trata mais de me satisfazer com as conquistas que vieram de graça e sem querer, mas correr atrás das coisas assumindo o risco de não conseguir alcançar.
Detesto isso, mas vou ter que me tornar uma pessoa mais fria com o mundo.
Quem sabe eu possa selecionar situações para ser livre, para ser ingênua, fraca, passiva, flutuante no tempo.
Sinto-me como se tivesse tomado uma dinamite pangaláctica: sensação de ter o cérebro comprimido por uma fatia de limão e uma barra de ouro.
►Diz-se que quando descobrirmos os segredos do universo, este deixará de existir e será substituído por algo muito mais complexo. Muitos acreditam que isso já aconteceu.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Do medíocre ao devaneio
As coisas deveriam estar correndo um pouco mais, mas estão andando, pelo menos. Eu mesma estou suspensa no ar enquanto observo o desenvolvimento do mundo no chão. Não me custa nada me envolver e eu o faço todo dia. Mas quando chego em casa e faço uma breve retrospectiva dos valores atribuídos aos acontecimentos, não consigo dar nota maior que 7 a nada. A não ser que o tal acontecimento tenha alguma coisa a ver justamente com essas coisas citadas acima que eu queria que estivessem acontecendo mais rápido. Em resumo: notas altas têm sido efêmeras (adoro essa palavra!).
O que me lembra da minha lista de palavras preferidas (sim, porque qualquer pessoa ociosa que se preze deve listar coisas inúteis. Sendo eu uma ociosa com fixação por palavras, é compreensível que minhas listas inúteis estejam nesse campo conceitual).
Efêmero (pelo conceito de efêmero, e também porque eu adoro a sonoridade de palavras proparoxítonas), esporadicamente (pelo conceito), paradoxal (porque algumas palavras quando são pronunciadas sem serem conectadas com o sentido rotineiro parecem significar outra coisa qualquer), prosápia, gabolice, jactância, bazófia e ufania (todas são sinônimos e no dicionário uma leva à outra em um ciclo sem nunca dizer em palavras de linguagem mortal o significado, que é: alarde, vanglória, ostentação), híbrido (pelo conceito e pelo som), aposematismo (porque essa palavra bonitinha me fez passar no vestibular da federal), inefável (porque existe uma palavra para falar daquilo que não se pode dizer em palavras), mímesis (palavra grega que originou muita coisa que conhecemos hoje, mas muita mesmo!), libido (porque é simplesmente ótimo usar libido em uma frase), ínfimo (porque me dá uma sensação sinestésica de ser comprimida dentro de um cubo de chumbo), tagmático (porque essa palavra não existe e o Erick já conseguiu tirar total em uma prova de filosofia no colégio por ter usado essa palavra em uma questão, por isso sou fã do Erick e da palavra que ele inventou), procrastinar (porque é um verbo com sinônimos simples, mas por que não fazer uma gabolice e dar uma de intelectual nojenta?), pândega (porque é uma palavra proparoxítona que significa "demonstração exacerbada de afeto em público"! Um máximo!)...
Tem tantas outras... essa é a lista das principais.
Enquanto não me ocupo de nada, me ocupo desse prazer efêmero, quase inefável, em contemplar a bazófia desse mundo paradoxal em seus detalhes mais ínfimos enquanto procrastino tagmaticamente os meus afazeres.
►Uma falta, outra falta, várias outras presenças, eu mesma sempre aqui, e a solidão de estar limitada a mim mesma ainda pesa mais na balança.
O que me lembra da minha lista de palavras preferidas (sim, porque qualquer pessoa ociosa que se preze deve listar coisas inúteis. Sendo eu uma ociosa com fixação por palavras, é compreensível que minhas listas inúteis estejam nesse campo conceitual).
Efêmero (pelo conceito de efêmero, e também porque eu adoro a sonoridade de palavras proparoxítonas), esporadicamente (pelo conceito), paradoxal (porque algumas palavras quando são pronunciadas sem serem conectadas com o sentido rotineiro parecem significar outra coisa qualquer), prosápia, gabolice, jactância, bazófia e ufania (todas são sinônimos e no dicionário uma leva à outra em um ciclo sem nunca dizer em palavras de linguagem mortal o significado, que é: alarde, vanglória, ostentação), híbrido (pelo conceito e pelo som), aposematismo (porque essa palavra bonitinha me fez passar no vestibular da federal), inefável (porque existe uma palavra para falar daquilo que não se pode dizer em palavras), mímesis (palavra grega que originou muita coisa que conhecemos hoje, mas muita mesmo!), libido (porque é simplesmente ótimo usar libido em uma frase), ínfimo (porque me dá uma sensação sinestésica de ser comprimida dentro de um cubo de chumbo), tagmático (porque essa palavra não existe e o Erick já conseguiu tirar total em uma prova de filosofia no colégio por ter usado essa palavra em uma questão, por isso sou fã do Erick e da palavra que ele inventou), procrastinar (porque é um verbo com sinônimos simples, mas por que não fazer uma gabolice e dar uma de intelectual nojenta?), pândega (porque é uma palavra proparoxítona que significa "demonstração exacerbada de afeto em público"! Um máximo!)...
Tem tantas outras... essa é a lista das principais.
Enquanto não me ocupo de nada, me ocupo desse prazer efêmero, quase inefável, em contemplar a bazófia desse mundo paradoxal em seus detalhes mais ínfimos enquanto procrastino tagmaticamente os meus afazeres.
►Uma falta, outra falta, várias outras presenças, eu mesma sempre aqui, e a solidão de estar limitada a mim mesma ainda pesa mais na balança.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
A um grande amigo
Achei que eu ia chorar ao me despedir dele (ou depois da despedida, já que essa foi meio apressada). Mas, apesar desse desconforto pesado no peito, não chorei.
A idéia de uma despedida pra sempre não me atingiu, porque eu sei que não é real. Mesmo que demore muito, ou que as coisas mudem com tantos quilômetros de distância, eu sei que eu ainda o verei e que não vou deixar morrer esses já quase oito anos de amizade.
Foram turbulências e calmarias e altos e baixos, e caminhos que iam oscilando, mas andando quase paralelamente e, como ele mesmo disse, não seriamos quem somos hoje se não fosse pela nossa amizade.
Tem muita coisa que eu não disse por medo ou por lerdeza. Acho que muitos momentos ficaram marcados exatamente pelo que não foi dito. Assim como a despedida. Não há muito o que dizer. Eu simplesmente vou sentir muito a falta dele.
Às vezes ainda me incomodo pensando nas idiotices que eu fiz e nas situações que eu negligenciei por imaturidade pura. Às vezes sinto que um simples “desculpa” é muito pouco se for comparar em uma balança. Mas, mais uma vez, se não fossem essas coisas terem acontecido, tudo teria tomado um rumo diferente. Acho que não interessa mais as coisas que deram errado lá atrás, e sim as que deram certo. E foi por elas terem dado certo que estou aqui agora escrevendo sobre como me sinto mal com a possibilidade de perder o maior amigo que já tive.
Por isso mesmo resolvi não chorar. Porque não vou perder esse amigo.
Sempre te amei (das formas mais variadas possíveis), e espero que você guarde bem a sua caixinha onde guarda as lembranças de mim, assim como eu vou aguardar a minha.
►Olha que irônico... agora eu chorei...
A idéia de uma despedida pra sempre não me atingiu, porque eu sei que não é real. Mesmo que demore muito, ou que as coisas mudem com tantos quilômetros de distância, eu sei que eu ainda o verei e que não vou deixar morrer esses já quase oito anos de amizade.
Foram turbulências e calmarias e altos e baixos, e caminhos que iam oscilando, mas andando quase paralelamente e, como ele mesmo disse, não seriamos quem somos hoje se não fosse pela nossa amizade.
Tem muita coisa que eu não disse por medo ou por lerdeza. Acho que muitos momentos ficaram marcados exatamente pelo que não foi dito. Assim como a despedida. Não há muito o que dizer. Eu simplesmente vou sentir muito a falta dele.
Às vezes ainda me incomodo pensando nas idiotices que eu fiz e nas situações que eu negligenciei por imaturidade pura. Às vezes sinto que um simples “desculpa” é muito pouco se for comparar em uma balança. Mas, mais uma vez, se não fossem essas coisas terem acontecido, tudo teria tomado um rumo diferente. Acho que não interessa mais as coisas que deram errado lá atrás, e sim as que deram certo. E foi por elas terem dado certo que estou aqui agora escrevendo sobre como me sinto mal com a possibilidade de perder o maior amigo que já tive.
Por isso mesmo resolvi não chorar. Porque não vou perder esse amigo.
Sempre te amei (das formas mais variadas possíveis), e espero que você guarde bem a sua caixinha onde guarda as lembranças de mim, assim como eu vou aguardar a minha.
►Olha que irônico... agora eu chorei...
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