segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Das coisas de que tenho medo

Ficar sozinha
Não ter filhos
Não ter meu próprio espaço
Não ter espaço
Não conseguir escrever o tcc
Não conseguir escrever o tcc
Não conseguir um emprego
Perder amigos
Perceber que alguns amigos não são amigos
Perder possibilidades de ser
Voltar a falar com ele
Não voltar a falar com ele
Não dizer o que não consegui dizer antes
Dizer tudo que penso
Encarar um conflito
Gritar com alguém
Não aprender a não chorar
Não poder chorar
Não chorar
Morrer
Viver
Engordar
Desistir de algo
Insistir em algo
Ser vista como babaca
Ser realmente babaca
Ser irresponsável
Deixar que os outros vejam minhas irresponsabilidades
Dinheiro
Assalto
Escuro
Alienígena
Pessoas novas
Fazer o que o desejo manda na hora que ele manda

Preciso sentar agora e escrever. Preciso ir para casa fazer o que não quero fazer. Preciso me largar.

"De ti ficará apenas ti que és eterno"



►Karma.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Vou levando

Você leva a vida. Leva pra onde for.
E se a vida fosse uma versão criança de você mesmo?
 Eu não quero o que está por vir em duas horas. Eu não quero o que está por vir em sete meses. Por outro lado, tudo que quero é que acabem logo esses meses.
 Eu não quero mais agir como manda uma coreografia só porque tenho medo de, se não for assim, não será de forma alguma. Tenho medo de não conseguir levar a minha vida até a casinha com uma cozinha antiga, um cachorro e dois filhos. A coreografia me chateia. E só me mostra que o que quer que venha como fruto dela, vai me chatear também. Eu quero que seja de verdade. Mas pra isso não tem como saber quando e nem se.
Eu não quero mais estar entre pessoas que ofendem outras pessoas, que não respeitam o espaço de outras pessoas, que não tratam outras pessoas como Pessoas. Eu quero não me irritar com palavras usadas levianamente (na verdade prefiro que elas não sejam usadas). Eu quero não sentir preguiça de ninguém. Eu quero gente que dê gosto de ver.
Eu não quero mais esperar, por mais que tudo que eu esteja fazendo seja esperar. Mas não é bem isso que quero dizer.... Esperar de alguém o que espero de mim. Prefiro buscar sozinha, se tiver que ser assim.
Agora, querer nesse momento, sentada nessa sala modelada para outra profissão, esperando duas horas passarem para poder passar por mais duas horas angustiantes (justamente o tipo de coisa que não quero mais pra minha vida)....... Sinto que não estou aqui hoje. Ou nesses últimos dias, pra ser mais exata. Não consigo estar aqui quando tenho outros lugares para levar a minha vida.




 ► did i build this ship to wreck?

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Journey(al)

We don't just journey by tranveling far away or taking a spiritual retreat or something I saw on a movie. Journeys can take place anywhere and all the time. My personal Journey has been going to work every day. A work that, even though is going to be over in a few months, still demands a lot of me and pretty much doesn't let me do much else out of my life.
I've been feeling like my life is now in a suspension state, that nonthing can be done or changed appart from writing the danm article and dealing with this and that. Maybe I just realized I don't know what I want or will want after this is over. One thing I can say for sure: I still want the money to keep... Well, to keep living exactely like I'm living now. Maybe it will be a good thing if I don't get that. Being confortable prevents us from getting up and walking.
Maybe Julia Roberts was right about the being afraid of being destroied thing in that movie. What is there to destroy now anyway. I feel like there's only what I should build. Maybe that's where the feeling comes from. I had some confort in the idea that my future was predictable (kind of). Now it's all blind choices and people I don't know yet.
I don't hate it anymore. It's unconfortable to be around and there's still some anger. But not hate. Anyway, it's part of my story now, and therefore (love this word), will bring me another life that i could never have predicted or experienced if it weren't for the misfortune of it all. I seriously hope everyone comes whole out the other end and just... Moves on.


►We are groot

terça-feira, 21 de julho de 2015

Como passei na fase hard:

Aprender machuca. E machucados costumam doer se você tem o sistema nervoso em pleno funcionamento. Fugir de aprender dói também. Aliás, o que é que não dói nessa vida?
Agora, muito melhor doer se algo pode mudar por causa dessa dor. Alguns parecem apenas doer, sem espremer pra ver se sai um caldinho. Ontem eu fui embora porque não aguentava mais. Mas aquela era uma dor besta, forte, mas besta: dessas que só estragam parte do seu dia e mais nada. A dor que me "coisou" (por falta de palavra para dizer o que ela me fez) há seis meses já é outro paranauê. Aquela que faz parecer que há um buraco negro na boca do estômago., mas que ao mesmo tempo me fez perder 15 quilos. Que deveria ter me puxado para dentro desse buraco negro e me feito implodir, mas que, no lugar disso, me fez olhar para mim de novo e me fez querer aproveitar a minha própria companhia.
O mais estranho foi perceber o que esses seis meses se tornaram: um abismo entre duas pessoas. Fico imaginando metaforicamente: eu saltei (ou será que fui empurrada?) e fui pulando de pedrinha em pedrinha e cada pedrinha em que eu pisava, caia (como em um joguinho desses). Quando olhei para trás, lá estava ele na outra margem e, no meio, esse buraco que sobrou já que eu derrubei as pedrinhas. Não dá para voltar, não dá para ele vir... Se ele achar outra trilha para atravessar, eu já vou ter caminhado mais adiante. Porque se tem algo que toda essa dor me ensinou foi: chega de esperar parada. Chega de guiar o forró porque o parceiro ainda não aprendeu o passo. Chega de ser compreensiva o tempo inteiro. Chega de ser a culpada. Chega de tentar sozinha.
E vamo que vamo... Muita coisa aconteceu ao mesmo tempo naquele dia. No fim, senti que ganhei e que perdi. Tive dois desejos e nenhum se realizou. Não consigo evitar de pensar que foi porque eu estava sendo patética. Então mais um aprendizado: chega de ser patética! Ainda vou me sentir uma loser mais algumas vezes antes de poder dizer "é, achei!".



Aos 27anos, absolutamente NADA é certeza. Próxima fase!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Um corte de cabelo

Qual o valor de trocar com cem pessoas? Qual o valor de “ter” só uma? Qual o valor de uma pessoa? Qual o valor de cortar o cabelo?
Sabe quando a vida está borocoxô e pensar sobre as grandes coisas e grandes consequências das coisas abre um buraco no meio da barriga? É nessas horas que vejo o grande valor de cortar o cabelo. Quem sabe a nova pessoa que vai aparecer no espelho após um bom corte de cabelo vai saber resolver melhor essa montanha de problemas.
Outro dia uma grande amiga, em meio ao seu desabafo, me perguntou:
“Mas e você? Como está?”
E não soube responder. Não objetivamente. Na tenho palavras para descrever o sentimento de estar prestes a estar desempregada, sem perspectiva de outro emprego, se cobrando produção escrita e gastando boa parte do tempo se distraindo, não conseguindo se concentrar, se adaptando a uma vida diferente daquela de seis meses atrás, enfrentando uma enxurrada de bullshit , mas no fundo nem se importando tanto porque em breve nem estarei mais lá para precisar me importar com coisa alguma agora. Como chama esse sentimento? Eu chamei de “estou alheia”.
Como uma laranja seca... é difícil espremer algum caldo. Até o bagaço fica difícil de mastigar. Estamos precisando comprar mais laranjas aqui em casa.
Qual o valor disso tudo que estou fazendo quando não estou fazendo nada? Qual o valor de atravessar esse deserto em que esse ano está se transformando? Qual o valor de um corte de cabelo? Vai custar uns R$75,00...



► olhos semicerrados...

quinta-feira, 9 de julho de 2015

"Everything is different the second time around"

É... eu já escrevi muita coisa. Eu já fui boa em muita coisa. Eu já estudei, já me estabaquei, já me decepcionei, já chorei bastante (e põe bastante), já viajei, já mudei demais. Há alguns dias me percebi numa rua pavimentada de pedras abauladas, daquelas que fazem ser difícil andar e olhar para a frente ao mesmo tempo. Desenvolvi a técnica que os nativos parecem dominar de caminhar de cabeça erguida, mas não sem um tremendo esforço de concentração nos pés. Então eu viajei (no meio da viagem literalmente falando) sobre esses momentos em que me pego existindo. Não faz lá muito tempo que me pegava existindo como uma estudante de faculdade envolta em seus dramas amorosos e seus trabalhos feitos sempre no dia anterior da entrega. Não posso dizer que tudo tenha mudado: ainda há muito drama e muito trabalho sendo feito às pressas no dia anterior! E cá estou eu, existindo aos 27, a vida uma zona, as certezas meio capengas, as expectativas voláteis, a lembrança recente de um genial novo filme da Pixar, as irritações de sempre, mas de cara nova, a vontade de ser de novo só que como nunca antes. É engraçado... a vida faz dela mesma uma piada. Sempre me surpreendo quando percebo que mudei. Mas tanta coisa continua igual: li algumas coisas que escrevi há mais de cinco anos e já tinha opiniões que me definem até hoje. Acredito que na verdade fui mesmo é aprimorando e preenchendo as lacunas daquilo que ainda não tinha pensamentos formados a respeito. Mudar de opinião existe também. Será que ainda sei escrever?
Muitas coisas me trouxeram aqui hoje. Digo: aqui, escrevendo nesse antigo, quem sabe novo, blog. Uma pessoa que eu não conheço, uma viagem repleta de inspirações, uma pessoa que não me conhece. Me lembraram como é bom colocar para fora e registrar alguns pensamentos. Me lembraram que eu posso ser boa (razoável) nisso. Me lembraram principalmente que ter um "diário" é como ter uma máquina do tempo surreal. Vamos ver se vai dar liga!



►Chego em casa para ver mais um episódio daquele seriado-muito-genial-que-eu-comecei-a-ver-outro-dia.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Eu por aqui!?

Uma sequência inusitada de eventos desafortunados me inspirou a voltar a esse blog e ler coisas que escrevi há pelo menos dois anos e me estranhar (como sempre acontece) com a pessoa que não sou mais. Já escrevi de forma boba, profunda, verdadeira, infantil e clueless. As vezes todos os adjetivos citados ao mesmo tempo. Agora a vida é outra, e me arrisco a dizer, é mais chatinha de viver. Não digo chata no sentido entediante da palavra, não. Falo da dificuldade que é ter que passar por ela e tentar permanecer de pé. Olha do que estou falando. Com apenas 25 anos, reclamando dos tropeços da vida. Aposto que aos 40 vou sentir vergonha de ter escrito isso. Mas aí é que está o bacana de ter esse arquivo (um pouco mal cuidado e abandonado até pelo provedor) da minha evolução.
Sofrimento é uma idéia engraçada. O meu é sempre válido, pois do meu ponto de vista o bicho tá pegando, digamos assim. Mas sinto-me minúscula ao ver coisas ao meu redor, coisas que pessoas tem que enfrentar. Pareço uma filantropa a la Madre Tereza querendo salvar os pobres. Não, falo de amigos próximos, da minha idade, da minha classe social, até mais estudos, inteligentes ou disciplinados que eu. Como dizem por aí, não tá fácil pra ninguém! Pra alguns, muito menos!
Inconclusivamente paro de escrever agora. Quem sabe são os primeiros passos para uma retomada de um diário pretencioso (espero deixar essa característica pra trás, mas eu sempre vou me achar uma besta lendo textos antigos).


►E choveu dois anos em mim.