terça-feira, 13 de outubro de 2009
Home sick.
Eu ia... Mas não fui.
E assim nada vai. Tudo fica ou volta.
E eu continuo enquanto nada continua. E todos se cansam, e eu tenho essa beleza de tolerância infinita.
E tudo passa e eu espero.
E eu finjo, o que é mais importante. Porque onde é que eu estaria se não fugisse? Num lugar bem melhor, eu garanto.
Ou quem sabe não.
Mas como ele me disse, e era verdade, assim eu ainda não sou nem faço, nem nada.
Não me admira essa gripe.
Não me admira o silêncio.
E como era de se esperar, a responsabilidade é minha. Nada vai pra frente se eu não empurrar. Newton queria nos dizer alguma coisa com a lei da inércia, não?
E eu ia dizer. Mas não disse.
Hoje eles literalmente comeram uma lágrima minha.
E eu percebi o que ele disse. Que eu ia acabar sendo falsa. Acho que já sou. Finjo amar incondicionalmente enquanto acumulo rancor silenciado.
Isso não pode acabar bem...
Coff coff coff... sniff.
Ai que dorzinha na minha existência!
►Sem falar nas costas, nos músculos da coxa, na cabeça e na garganta!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Explosivo
É por isso mesmo que compro roupas novas, DVDs de filmes bonitinhos, escuto aquela sagrada música da Lauryn Hill: Ex-Factor (puta que pariu!). Takes my mind off things...
Tivemos uma daquelas boas conversas de irmão pra irmão (literalmente), e acho que foi a única coisa que realmente gostei nesse fim de semana. Sem ofensa a qualquer pessoa que tenha dividido momentos comigo durante esse fim de semana. Eu apenas não estava completamente lá com vocês.
Amanhã, primeira coisa que vou fazer é tomar vergonha na cara e levantar da cama, tomar um banho e me chutar para fora dessa casa às sete da manhã! Cansei desse negocio de acordar tarde porque fico reativando o soneca... que coisa de frouxo!
Depois vou fazer uma ultimate agenda! Aquela que vou seguir com obsessão. Até semana que vem, coisas estarão prontas e definidas e fodas quem tiver uma opinião contrária sem ter oferecida a devida assistência naquilo em que não era mais que uma obrigação oferecer!
A última coisa em que vou pensar essa semana é no estágio, já que a perspectiva está mais longe agora.
Finalmente a matéria da Andréia começou e agora tem mais uma preocupação de urgência. Mas eu me viro com isso depois que resolver os pôsteres.
E nessa semana eu ME PROIBO de perder com improdutividade.
Mas antes de tudo, é de extrema urgência que eu recarregue o meu mp3 para que eu sobreviva a isso tudo ainda com alguma sanidade.
Agora, falando de boa... não estou nem um pouco a fim de ir amanhã na terapia... acontece né?
►”cuz no one loves you more then me... and no one ever will.”
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Ontem?...
Essa noite eu sonhei que a minha mãe e aminha irmã tinham morrido no mesmo dia em acidentes de carro diferentes. Minha mãe tinha sido atropelada duas vezes (e morrido na segunda) e a minha irmã estava num carro que bateu ou capotou muito feio. Então eu comecei a encarar a minha vida diferente, como ela teria de ser uma vez que as duas não estivessem por perto. Eu já estava pensando em como pararia de estudar e trabalhar para poder cuidar bem dos meus avós e estava pirando sem saber como tocar a construção da nova casa onde eles vão morar. Então caiu a ficha de que elas tinham morrido e que não apareceriam mais. Nessa hora eu acordei chorando com a luz do sol na minha cara. Desde então o meu dia foi um pouco bizarro. Fiquei pensando no que poderia significar o sonho, mas larguei isso para lá quando cheguei na faculdade. Mais uma vez a professora não foi, só que finalmente foi por motivo de saúde e acho que ela foi aproveitar a vida. E eu, naquela preocupação com todas as coisas que precisam ser feitas por mim, apenas repassei na minha mente varias vezes a frase “não era para você estar aqui na cantina não fazendo nada!”. Fui almoçar, voltei para a fafich, os meninos estavam alegres e falantes como sempre à minha volta, mas eu sentia crescer cada vez mais uma pressão no peito, como se respirar ficasse pesado e dolorido. Humberto traduziu o sentimento em angústia. Fomos então corrigir testes e eu me tranqüilizei uns 5%. Mas ainda havia uma sombra por trás do meu rosto, ou uma espécie de véu turvo entre mim e o mundo. Não consegui botar em palavras o real problema. Até agora não sei bem qual foi o real problema, mas será que teve alguma coisa a ver com esse sonho? Foi a conta do Humberto e o Lafa saírem do laboratório e eu comecei a chorar. Não escandalosamente ou histericamente como faço às vezes, mas o familiar nó na garganta veio fazer uma visitinha. Por fim fui para a cantina e encontrei Flor e Jonas lá matando tempo. Acabei contando para ela sobre um pensamento intrusivo que me estava incomodando: o PPBLab. E a reação dela foi tão pateticamente tranqüila que eu me senti uma idiota. Afinal, por que ficar preocupada por não saber de uma coisa e não apenas ir lá ficar sabendo? Nessa hora me lembrei do gato doSchrödinger e a brilhante conclusão do Tomaz: se você não sabe de uma coisa, você não sabe de uma coisa. Então decidi que eu preciso ir até a caixa, abri-la e ver se o gato está vivo ou não.
Depois foi trabalho. O lugar onde não preciso pensar. Essas duas horas e meia por dia em que passo no trabalho se tornaram uma espécie de tempo mental livre de problemas, responsabilidades e lembretes. Porque falar inglês é natural e os alunos dão trabalho, mas eu gosto deles. Acho que sirvo mesmo é para dar aula a adolescentes no auge da hiperatividade. Me sinto à vontade lá.
Por fim liguei a TV, me esquecendo da angustia, do véu turvo, da boate, dos artigos que ainda preciso ler para amanhã, e fiquei assistindo aquele filminho de puro entretenimento e nenhum conteúdo de verdade: Quebrando a Banca (nome horrível, mas tradução de titulo de filme tem que ser ruim ou não é o que se propõe a ser).
É... esse foi um dia sombrio. Espero que amanhã, algumas coisas fiquem mais iluminadas.
E eu diria mais... eu diria que é por isso mesmo que estou indo dormir!
►Bye...
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Hoje, dia 30 de setembro...
Feliz aniversário para aqueles que o fazem.
Algum dia na vida, vou reparar que minha memória de gravador está começando a falhar e aí, quem sabe, eu perca uma parte de mim. Acho muito estranho ver como a minha avó já não é nada do que eu me lembro dela. Me pergunto sobre o que ela pensa quando fica parara olhando para o nada.
E aqui estou eu defendendo o peixe de meu mestre e sua pesquisa
Agora tudo está diferente. Não tem mais certeza nenhuma pairando na minha aura. Acho mesmo que na minha aura ultimamente só rola preocupação e hipocrisia... mas tudo bem (ou está tudo bem enquanto eu ainda tiver mais que uma semana de prazo).
Vou mesmo é tirar um dia para zerar a minha lista de espera. É claro que isso não vai me dar paz ou mais horas de sono, mas se não for assim, como será que seria o ser?
Agora, outra imagem me vem à mente. E eu me pergunto como é possível eu estar tranqüila com o despovoamento atual do meu, digamos, emocional. Depois de muito tempo de sofrimento que rendeu uma grande amizade; uma já amizade que poderia render alguma coisa, mas não rendeu; e de uma amizade de amizades que acabou não rendendo nada por causa de uma outra amizade... agora eu estou, desde aquele churrasquinho duvidoso, desligada disso.
Quanto aos desafios da reconstrução de mim – pois é, o novo projeto que visa uma nova eu pelo qual eu inclusive vou mudar de nome – não me iludo em pensar que não mais o que fazer, mas me acomodei por alguns dias no que já fui capaz e, bem, não consigo estar preocupada com isso agora.
Acho que estou naquele nível ótimo de energia que fico buscando sempre. Nem muito eufórica, nem muito apática. Apenas aqui.
Minha única preocupação é o PPBLab (Laboratório Virtual de Ensino
Bem, falando nessa estória, veja bem: eu, que trabalho no Greenwich e não ganho lá grandes coisas, consegui uma bolsa acadêmica. Yey! Até aí tudo bem. Eu iria guardar todo o dinheiro da bolsa para ultrapassar as fronteiras disso que chamamos de nosso país (de preferência atravessando algum oceano para isso). Mas eis que eu bato o carro, levo multas, furo um pneu, estaciono em carga e descarga e o carro é rebocado, mais multas... é impressão minha ou esse carro que é praticamente a solução da minha vida, está meio que empacando a mesma? Agora não tenho mais dinheiro. O pouco que eu tenho na verdade serve para pagar dívidas. E bai bai travessia de fronteiras...
Pfff...
E, infelizmente (ou não tão “in” assim), agora preciso sair de casa, pegar um engarrafamento rotineiro e assistir a aula da Linx e alimentar mais ainda as minhas duvidas sobre o meu futuro profissional... divertido não?
►Engraçado a variedade de relações estabelecidas com os vários aniversariantes de hoje. Mas é só para refletir mesmo...
domingo, 27 de setembro de 2009
Cansacinho de malandro...
Preciso preparar os testes que vou aplicar amanhã, mas estou em um daqueles momentos em que não consigo me concentrar. Ultimamente tenho trabalhado menos do que sei que tenho capacidade para, mas mesmo assim o meu tempo não sobra. Acho que tenho é ficado tempo demais dormindo (o cansaço dessa correria me faz precisar dormir mais do que eu posso e, então, não consigo mais levantar na hora em que meu despertador toca). Também tenho ficado tempo demais sentada na cantina, conversando e descobrindo como fiquei popular. Fazendo aquilo que o Humbert não tem feito (interessante notar que ele agora entrega o serviço desumano que demandam dele).
Estou com muita raiva no momento por não ter conseguido ingressos para o Improvável. Minha raiva aumenta quando me lembro de que o Viegas está lá, assistindo ao Improvável e não teve a decência de comprar ingressos para mim! Vou ficar de cara feia para ele por mais algumas semanas.
Abriu um buraco em mim... só porque estou parada, não vou mais me mover. Não quero me mover, não quero assistir ao DVD que está na minha bolsa... não quero mais transcrever o questionário de trauma infantil... não quero mais aplicar o Stroop, não quero mais ouvir a palavra WISC na minha vida.
Minha reação em territórios desconhecidos me incomoda. Eu queria ser mais despirocada às vezes. Mas é para isso mesmo que serve a cerveja e a vodka, não é mesmo? Estou precisando diversificar as companhias.
E acho que finalmente, desde a oitava série, eu ceguei a um grau de maturidade para lidar com a questão da diversidade sexual. Claro que eu ainda não sou uma autoridade para lidar com isso, longe de mim. Essa minha visão de ultimamente até me faz criticar amargamente as próprias autoridades no assunto. Eu digo que agora eu cheguei a um ponto ótimo que não envolve adoração ou aversão (pois qualquer um dos extremos é doentio).
É... preciso atualizar o quadro de horários dessa semana. E dessa vez, nada de perder tempo com vida social!
►Fffffff, pfffffff...
sábado, 26 de setembro de 2009
Dispenso
Não sei se é por saudade do Fefs, se é por falta de perspectiva afetiva, por poucas horas de sono essa noite, por estar indo trabalhar num sábado às oito da manhã, por estar passando mal ou por não conseguir ser autêntica com ninguém... mas hoje é um daqueles dias atípicos em que eu finalmente falo que não estou animada para nada (geralmente eu demoro a soltar essas palavras nessa configuração tão específica).
Pelo menos ganhei perspectivas na faculdade. O problema é esse, inclusive, que me faz voltar a ter angustias quanto a ela, já que quando finalmente defino meu caminho, me aparece mais uma bifurcação tentadora. O drama agora é que descobri que a psicologia cognitiva que eu amo, mas até então só havia encontrado em pesquisa, tem uma aplicabilidade linda e que DÁ DINHEIRO! É o que eu faço no meu estágio: avaliação neuropsicológica de pacientes psiquiátricos no Hospital das Clínicas (chique né? Eu até trabalho de jaleco e me chamam de Doutora). Só que eu tinha que me apaixonar pela Claudia Linx e o seu estágio de clínica existencial fenomenológica né? Como agora eu concilio duas coisas incompatíveis e ainda faço elas bem?
Dispenso dilemas...
Dispensaria ir para o trabalho agora, mas não dispenso o dinheiro (outro grande drama meu)!
E é nessas horas que eu paro de ligar. É tanta coisa pra pensar que tudo que eu consigo fazer é listar elas e não fazer mais nada.
Apresentação do projeto da minha bolsa na semana de graduação, apresentação da pesquisa de linguagem na semana de iniciação científica, preparação dos respectivos pôsteres, corrigir atividades das minhas três turmas, ir trabalhar, corrigir testes do estágio, estudar testes do estágio, fazer revisão bibliográfica sobre TOC, publicar para ter mais chances no mestrado, ler os textos de psicologia hospitalar, ler os textos de fenomenológica, ler os textos de TTP-I, corrigir WISC, pagar dívidas, não gastar mais nada, ir no aniversário da Bella, ir no encontro das NBs hoje, levar os cães para tomar banho e vacinas, upar o conteúdo do laboratório virtual de PPB (que eu criei como projeto da minha bolsa e agora tenho que manter vivo), preencher o meu Lattes que até hoje está vazio, ir numa nutricionista, ir na terapia, assistir o meu dever de casa da terapia... lidar com a terapia...
Tudo que eu quero mesmo fazer agora é sentar para ler o meu Entrevista com o Vampiro que eu comprei essa semana!
É... dispenso isso tudo agora.
►Dispenso comentários
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Coming next: Superman and the father of Psychoanalysis!
Quick update… therapy is going painfully well, I guess. Family is like always, but with a bit of bitter-sweet on it. Work is still both exiting and exhausting at the same time. Life has, once again, changed completely and yet my every day is still almost the same. Feelings have never been more confusing and conflicting. Movies have never been more touching (well, some of them). My house has never seen more dog excrement than now that Nietzsche, the Superman, and Freud, the father of psychoanalysis, have joined us (don’t be scared, it’s just the names that we, intellectual folks, gave to our new dogs: Nietzsche, the mongrel that was promised to be an authentic Griffon dog, but bought for no more than 60 reals, and Freud, the chow chow who is not so fond of human heat and baby talk, but surely does like to have a byte of all there is to be ruined in the house).
Life is, like always, and anguish and an excitement.
This semester, I think, is going to be really tough. Not only because of my job, but because of the several subjects I enrolled myself in and my internship at the hospital and my scholarship yet to be completed (or, if you will, restarted from scratch), and the dogs and the house construction here beside my house so my grandparents will live next to us, then there’s my grandparents, and all the money I still have to save so I’m able to travel (which is no longer happening this year, unfortunately, since I did myself the favor of crashing my car and having to pay for it, for my car isn’t, how should I say… secured).
Anyway… these last days I guess I’m just very grateful for the swine flu, which gave me one more week of vacation, very excited about this graduation party (Pedro’s) that I’m going tomorrow and kind of with a bad headache for watching Whose Line Is It Anyway and Friends the whole day. Think it’s time for some sleep, right?
►Praise my unique writing skills! Yeah… as if!
